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Inundações no estado Portuguesa agravam crise humanitária após terramotos na Venezuela

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Cheias provocadas pelo transbordamento do rio Chabasquencito deixaram cerca de 350 desalojados, cortaram estradas e isolaram comunidades, poucos dias depois de dois sismos de grande magnitude terem matado, até ao último balanço, cerca 1.450 pessoas no país

A Venezuela vive uma emergência humanitária de múltipla dimensão. Apenas quatro dias após os devastadores terramotos de magnitude 7,2 e 7,5 que abalaram o país na passada quarta-feira, 24 de Junho, novas catástrofes naturais acumulam-se sobre uma população já exausta. Este domingo, 28 de Junho, fortes chuvas provocaram inundações graves no estado Portuguesa, no oeste do país, agravando ainda mais uma situação que as autoridades e a oposição descrevem como crítica.

As precipitações começaram cerca das 8h00 da manhã e prolongaram-se por mais de oito horas ininterruptas sobre o município de Chabasquén, no municipio Monseñor José Vicente de Unda. O acumulado registado (114 milímetros) ultrapassou a capacidade de escoamento da rede de drenagem local, provocando a subida repentina do caudal do rio Chabasquencito e dos rios Chabasquén e Saguaz, bem como o extravasamento de várias quebradas: Comando de la Guardia, Los Güedez e La Escuelita 3.

A água e a lama invadiram o centro urbano de Chabasqucén, entrando em habitações, comércios e infraestruturas públicas. Os sectores mais afectados foram La Recta 1 e 2, o bairro Los Bendecidos e a Avenida 24 de Julio. Foram também registados danos numa instituição de ensino em Villa Esmeralda e numa igreja evangélica no sector El Puente.

Os primeiros balanços falam em pelo menos 350 pessoas desalojadas, mas outras fontes apontam para "centenas de danificados", que foram evacuadas para o ginásio de Chabasquén, convertido em abrigo temporário. A coordenadora do partido Vente Venezuela em Portuguesa, María Oropeza, foi uma das primeiras a alertar para a gravidade da situação nas redes sociais: "O município está em emergência, as chuvas inundaram a localidade afetando vários sectores."

Até ao momento da publicação desta notícia, as autoridades regionais não registaram mortes nem feridos directamente causados pelas inundações, um alívio num contexto de enorme fragilidade a braços com as consequências dos terramotos.