O capítulo do Pacote Laboral

Montenegro e o seu governo demonstraram, ao longo da sua governação, ao que vinham. Ao contrário do que prometia nas campanhas eleitorais, desde que assumiu o poder a sua política tem vindo paulatinamente a inverter qualquer preocupação de cariz social. Os resultados desastrosos na habitação, o colapso da saúde, o bloqueio na justiça, bem como a ausência de melhorias salariais perante o aumento galopante do custo de vida demonstram de forma inequívoca que não há preocupação em melhorar a vida dos que mais precisam.

O Pacote Laboral surge, assim como mais uma peça montada contra os direitos dos trabalhadores, focado no fortalecimento da precariedade no trabalho e dos baixos salários em Portugal.

A dança mediática com o Chega para fazer passar esta Lei Laboral foi um teatro muito mal encenado: nem Ventura quer de facto melhores condições para o povo, nem Montenegro pensa em quem trabalha.

O Chega só traz a mercantilização da vida, a cultura da ganância, a agressividade e a inversão dos valores da existência humana; falar em defesa dos trabalhadores só convence os incautos.

Com o seu tacticismo, Montenegro esvazia o que havia no PSD de bom, enquanto exibe uma clara alergia ao PS.

Perde Portugal ganha o Populismo.

Carlos Oliveira