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Madeira

Segundo meio aéreo de combate a fogos e 30 agentes da PSP chegam à Madeira em Julho

O secretário de Estado Paulo Simões Ribeiro, acompanhado do comandante nacional da GNR e do Representante da República.  FOTOS RUI SILVA/ASPRESS
O secretário de Estado Paulo Simões Ribeiro, acompanhado do comandante nacional da GNR e do Representante da República.  FOTOS RUI SILVA/ASPRESS

O secretário de Estado Adjunto da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro, confirmou, esta manhã, que a Madeira receberá em Julho o segundo meio aéreo de combate a incêndios florestais e um reforço de 30 novos agentes da PSP para o Aeroporto da Madeira. As declarações foram prestadas à margem da cerimónia do 17.º aniversário do Comando Territorial da Madeira da GNR, que teve lugar no Largo do Município do Funchal.

Quanto ao segundo meio aéreo, Paulo Simões Ribeiro admitiu tratar-se de "um assunto complexo, que se arrasta há muito tempo", mas garantiu que o processo está em fase de conclusão. Segundo disse, ainda esta semana será assinado o protocolo entre a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil e a Força Aérea, para que esta possa lançar o procedimento concursal para a aquisição do novo meio. "A nossa convicção, tendo em conta aquilo que sabemos como está o mercado, é que durante o mês de Julho vamos ter na Região Autónoma da Madeira o segundo meio aéreo há tanto reclamado e desejado pelo Governo Regional", afirmou o governante.

No que respeita ao reforço policial no aeroporto, o secretário de Estado explicou que os 30 novos agentes da PSP chegam até ao final de Julho, adiantando que "na próxima semana já teremos cá um número significativo que virão fazer o estágio". O reforço insere-se num conjunto mais alargado de 360 agentes formados no curso que terminou recentemente, destinados sobretudo aos aeroportos e à Unidade de Estrangeiros e Fronteiras. Paulo Simões Ribeiro salientou que o aeroporto da Madeira é "dos melhores aeroportos a nível nacional em termos de fluxo de entradas e saídas", graças ao "grande esforço dos agentes da PSP" que estão colocados naquela infraestrutura.

O governante abordou também o défice de pessoal nas forças de segurança, reconhecendo que o problema existe "na Madeira, nos Açores e no continente". Relativamente à GNR, disse aguardar-se o próximo curso, que terminará no final do ano, cabendo depois ao comandante-geral fazer a distribuição pelos vários comandos. Sublinhou que o objectivo do Governo da República é "conseguir todos os anos fazer o número suficiente de cursos de formação para que possamos ter um saldo líquido [positivo] nos efectivos da GNR e da PSP, para recuperar os anos de desinvestimento" nestas forças.

Quanto às infraestruturas, Paulo Simões Ribeiro confirmou que o investimento previsto para a nova esquadra de Santa Cruz foi revisto em alta, passando de 900 mil euros para 1,6 milhões de euros, tendo sido enviada para o Ministério das Finanças a necessária portaria de extensão de encargos. A esquadra de Machico foi também referida como uma prioridade, embora o processo esteja "um pouco mais atrasado". O mesmo responsável adiantou que está a ser preparado o próximo plano quinquenal de investimentos para o período 2027-2032, que incluirá obras e equipamentos na Madeira e nos Açores, com o objectivo de superar "um atraso de 8 a 10 anos" em investimentos nas infraestruturas das forças de segurança.