Rede Siga
Nunca d’antes sonhada, a mudança que os transportes na Região Autónoma da Madeira vieram a sofrer nos últimos tempos; sem dúvida alguma, bem acolhida pela população e que, nos trouxe mais-valias.
Dificilmente uma obra nasce perfeita, há quase sempre arestas a limar, durante a sua utilização.
É bem verdade, que esta mudança veio dar outro vigor a um sistema de transportes obsoleto, que estava implantado na região. Também, não é menos verdade, que o novo sistema ainda pode ser melhorado e, certamente que, os responsáveis pelos mesmos, estão a trabalhar nesse sentido. Como diz o velho provérbio “Roma e Pavia não se fizeram num só dia”.
Só que, quem espera, desespera.
Viajar de pé num autocarro é desconfortável, para além do elevado grau de perigo que isso acarreta. Pensemos nas pessoas de mobilidade reduzida.
Não é minha intenção fazer qualquer reparo numa área, à qual eu não tenho qualquer formação sobre a mesma e, se a tivesse, por certo, que não iria meter foice em ceara alheia.
Apenas vou usar este precioso espaço, que o DIÁRIO gentilmente põe à disposição dos seus leitores para o, alertar de uma lacuna, que existe nas carreiras que servem a costa norte da ilha, a partir do Funchal até ao Arco de São Jorge pela via rápida, atravessando a zona leste.
Estes autocarros fazem paragem em Machico, Porto da Cruz, Faial e assim sucessivamente, deixando a zona leste em branco. No mínimo uma paragem no Caniço, outra em Gaula e outra em Santa Cruz, beneficiariam umas dezenas de utentes, que morando na zona leste, trabalham no norte e vice-versa, assim como deslocações por motivos de saúde e ainda deslocações, de e para o aeroporto e outras.
Oxalá, esta seja uma das arestas, das que porventura estejam a ser limadas neste momento.
A população agradece.
Leitor identificado