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Madeira

Madeira destaca-se pelo baixo consumo diário de álcool

Mas regista obesidade e tabagismo acima da média nacional, segundo Inquérito Nacional de Saúde 2025 divulgado hoje pelo INE

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Revela um retrato da saúde na Região Autónoma da Madeira com altos e baixos: se os madeirenses bebem menos álcool do que qualquer outra região do país, apresentam taxas de obesidade e de tabagismo superiores à média nacional, e avaliam a sua saúde oral de forma menos favorável do que a generalidade dos portugueses.

O dado mais expressivo é o do consumo diário de álcool: apenas 7,3% dos madeirenses com 15 ou mais anos bebem álcool todos os dias, face a uma média nacional de 15,3%, sendo o valor mais baixo de todas as regiões do país, incluindo os Açores (10,4%). No polo oposto está o Norte, com 19,8% de consumidores diários, e o Centro, com 17,8%.

Na obesidade, a Madeira apresenta uma taxa de 20,9%, claramente acima da média nacional de 17,4%, sendo a terceira região com maior prevalência, apenas atrás dos Açores (26,6%) e de Oeste e Vale do Tejo (20,7%). A região com menor obesidade é o Norte (14,8%). Em termos de pré-obesidade, a Madeira (39,7%) coincide exactamente com a média nacional.

No tabaco, a proporção de fumadores na Madeira (16,0%) supera a média nacional (14,6%), com 13,7% a fumar diariamente, acima dos 12,7% registados a nível nacional. As regiões com maior tabagismo são o Algarve (20,6%), os Açores (19,5%) e o Alentejo (17,8%).

Na saúde oral, apenas 53,8% dos madeirenses avaliam a sua saúde como boa ou muito boa, abaixo da média nacional de 56,4% e entre os valores mais baixos do país, sendo que apenas a região Centro (53,6%) e Oeste e Vale do Tejo (52,2%) ficam aquém. A Grande Lisboa lidera com 61,2%.

No consumo de legumes e saladas, a Madeira (42,3% de consumidores diários) fica ligeiramente acima da média nacional (40,6%), numa posição intermédia-alta entre as regiões portuguesas.

Os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, resulta de inquéritos realizados no 4.º trimestre de 2025. Ao nível metodológico, integra as novas Estimativas da População Residente (de base administrativa) no modelo de calibração (ver Nota técnica). Considerando as diferenças metodológicas introduzidas nestas estimativas em 2021, bem como a influência da demografia nas estatísticas da saúde, a leitura comparada dos resultados do Inquérito Nacional de Saúde 2025 com os das edições anteriores (2014 e 2019) deve ter presente este contexto.