CMF regista “diminuição acentuada de IMT, porque o mercado imobiliário está a arrefecer”
O vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, Carlos Rodrigues, assumiu, esta manhã, na sessão da Assembleia Municipal, que a execução orçamental da autarquia revela “uma diminuição acentuada de IMT [Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis], porque o mercado imobiliário está a arrefecer”.
Apesar da redução de receitas deste imposto, o responsável pelas finanças municipais sublinhou que a autarquia tem as contas equilibradas e mantém a sua actividade normal e realiza investimentos, porque teve capacidade de antecipação e foi prudente na sua política orçamental. E exemplificou com o lançamento de um projecto para a construção de 71 fogos num projecto habitacional na Quinta das Freiras, que avançou mesmo antes de ser aprovado o respectivo apoio comunitário, já que a CMF tinha receitas próprias disponíveis. “Não conhece outra câmara que em tão pouco tempo tenha lançado tanto investimento em habitação”, disse Carlos Rodrigues, em resposta ao deputado Leonardo Reis (JPP), que tinha feito reparos a alguns aspectos do documento de prestação de contas consolidadas de 2025. Este documento acabou por ser aprovado pela coligação PSD/CDS e pela IL, com abstenção do PS, JPP e Chega.