Seguro de viagem: quando faz sentido contratar e o que deve verificar
Coberturas, exclusões e situações em que outros seguros já podem garantir a mesma protecção
Mesmo durante as férias, ninguém está livre de um acidente, doença súbita ou outro imprevisto. Por isso, a contratação de um seguro de viagem pode ser uma opção a considerar, sobretudo para quem viaja para destinos mais distantes ou com custos elevados de assistência médica. Ainda assim, a DECO PROteste alerta que, antes de contratar uma nova apólice, é importante verificar se algumas das protecções pretendidas já estão incluídas noutros seguros ou serviços.
Os seguros de viagem garantem, habitualmente, assistência médica, indemnizações por morte ou invalidez permanente em consequência de acidente, responsabilidade civil e apoio em diversas situações que possam ocorrer durante a deslocação. Entre as coberturas mais comuns estão o pagamento de despesas médicas, cirúrgicas, farmacêuticas e de hospitalização, o transporte para unidades de saúde, o repatriamento do doente, a deslocação de familiares em caso de internamento prolongado, o prolongamento da estadia por motivos de saúde e o regresso antecipado ao domicílio em situações familiares graves.
No entanto, nem sempre a contratação deste tipo de seguro é indispensável. Para viagens dentro da União Europeia, bem como para a Islândia, Liechtenstein, Noruega, Reino Unido e Suíça, o Cartão Europeu de Seguro de Doença permite o acesso aos serviços públicos de saúde nas mesmas condições dos residentes desses países. Além disso, quem adquire um pacote turístico através de uma agência de viagens poderá já beneficiar de um seguro incluído, devendo confirmar as coberturas e os respectivos limites.
A associação de defesa do consumidor recorda ainda que muitas das garantias incluídas nos seguros de viagem já se encontram previstas noutros contratos. É o caso dos seguros de saúde, que frequentemente comparticipam despesas médicas realizadas no estrangeiro, ou dos seguros de vida associados ao crédito à habitação, que podem assegurar protecção em situações de morte ou invalidez. Também muitos cartões de crédito incluem seguros de viagem, desde que a deslocação seja paga com esse meio de pagamento.
Por essa razão, a DECO PROteste recomenda uma análise prévia dos seguros já existentes para evitar a duplicação de coberturas e custos desnecessários. A organização sublinha que a principal vantagem dos seguros de viagem pode estar na concentração de várias garantias numa única apólice, facilitando o seu accionamento em caso de necessidade.
Antes de contratar, é essencial verificar os limites máximos das coberturas, os capitais seguros e as exclusões previstas no contrato. A atenção deve ser redobrada nas coberturas de bagagem, que costumam ser limitadas e excluem frequentemente dinheiro, jóias, telemóveis, óculos e outros objectos de valor.
Para destinos exóticos ou países onde os cuidados de saúde são particularmente dispendiosos, a contratação de um seguro de viagem com assistência a pessoas e cobertura de acidentes pessoais pode revelar-se uma importante salvaguarda financeira. Ainda assim, a decisão deve ser tomada apenas depois de confirmadas as protecções de que o viajante já beneficia através de outros seguros ou serviços.