Moção global de Montenegro aprovada por unanimidade
O 43.º Congresso do PSD aprovou hoje a moção de estratégia global apresentada pelo presidente do partido, Luís Montenegro, por unanimidade, bem como as 18 propostas temáticas.
A votação estava prevista para as 23:00, mas o presidente da mesa do Congresso, Miguel Albuquerque, propôs que se realizasse antes de os trabalhos encerrarem para jantar, por receio de falta de quórum mais tarde.
Na sua moção global para os próximos dois anos, Luís Montenegro compromete a "não ter uma solução de governo nem com o Chega nem com o PS", mas considera ser absurdo falar de "cercas sanitárias" no Parlamento.
"O sentido do 'não é não' com o Chega é o mesmo do 'não ao bloco central' com o PS", refere Luís Moção Montenegro na moção de estratégia global "Trabalhar - Fazer Portugal Maior" com que foi reeleito e que será votada no 43.º Congresso do PSD que se realiza este fim de semana em Anadia (Aveiro).
Recuperando um slogan eleitoral de Cavaco Silva na sua primeira campanha presidencial -- "Portugal maior" -, Montenegro salienta no texto que, quatro anos depois de ter assumido a liderança do PSD, o partido conduz a maioria das Câmaras Municipais e das Juntas de Freguesia, bem como os governos da República e das Regiões Autónomas.
"Sem eleições no horizonte, é-nos exigida coragem reformista e ambição responsável (...) Temos o dever de apresentar soluções arrojadas e ir à procura das convergências possíveis no panorama político e social do país", sublinha.
Luís Montenegro foi eleito líder do PSD pela primeira vez em 28 de maio de 2022 contra Jorge Moreira da Silva, reeleito sem oposição em setembro de 2024 e, novamente como candidato único, a 30 de maio.
Nas últimas eleições internas, conseguiu 94,8% dos votos, mas foi o líder do PSD eleito com menos votos desde que há diretas (14.467 votos), que registaram igualmente a maior taxa de abstenção de sempre (73,2% dos inscritos).