Todas as ocorrências de fogo desde 1 de Junho foram queimadas não autorizadas
Secretária regional acompanhou trabalhos de vigilância e combate a incêndios rurais, no âmbito do POCIR.
A secretária regional de Saúde e Proteção Civil, Micaela Fonseca de Freitas, acompanhada pelo vogal do SRPC Madeira, Luís Vieira, esteve ontem à tarde no terreno a observar o trabalho das equipas de vigilância e combate a incêndios rurais no Lombo dos Ganchos, no Jardim da Serra, em Câmara de Lobos, destacando-se o alerta para a proibição de queimadas não autorizadas que, até ao momento, são todas as ocorrências registadas desde o início do mês.
No local, a governante inteirou-se da actividade operacional em curso, agradeceu os resultados alcançados em 2025 e manifestou confiança no empenho das equipas envolvidas na atual campanha de prevenção e combate a incêndios rurais.
Desde o início do POCIR, a 1 de Junho até quarta-feira, 17, foram registadas 11 ocorrências, todas relacionadas com queimadas não autorizadas. No mesmo período estiveram no terreno 280 equipas, envolvendo 846 operacionais, que percorreram um total de 5.312 quilómetros em ações de vigilância e resposta.
O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) conta com um investimento de 1,6 milhões de euros do Governo Regional da Madeira e assenta numa estratégia de reforço da formação, coordenação e prontidão operacional. Prova disso são as 76 acções de formação realizadas desde Janeiro, que já capacitaram 1.279 operacionais.
Este esforço de preparação incluiu ainda um webinar técnico realizado esta semana, centrado na eficácia da vigilância e monitorização, que reuniu mais de 40 elementos do IFCN, da PSP, da GNR e do Exército Português.
Apesar dos resultados positivos e da evolução no comportamento da população, as autoridades reforçam que a prevenção continua a ser essencial. As queimadas só devem ser realizadas com autorização prévia da autarquia, sendo pedido à população que evite práticas de risco, como deitar fósforos ou cigarros para o chão, fazer fogueiras ou deixar mato acumulado junto às habitações.
As autoridades sublinham ainda o apelo à responsabilidade individual: prevenir incêndios começa em cada cidadão, com o objetivo de proteger vidas, bens e o património natural da região.