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A Guerra Mundo

Zelensky aponta "mudanças significativas" no apoio após falar com Trump e Macron

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Foto EPA/THIBAULT CAMUS / POOL MAXPPP OUT

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assinalou hoje "mudanças significativas" após uma conversa telefónica com os homólogos norte-americano, Donald Trump, e francês, Emmanuel Macron, onde discutiram os contactos feitos na cimeira do G7 realizada esta semana em Évian, França.

"Acabei de falar com Donald Trump e Emmanuel Macron. Foi uma importante chamada de coordenação que pode levar a mudanças significativas. Analisámos os resultados das nossas conversações na cimeira do G7", indicou o governante ucraniano, numa breve mensagem publicada nas suas redes sociais.

Zelensky agradeceu a Trump pelo "seu interesse pela Ucrânia e pela sua disponibilidade para contribuir para aproximar a paz" e a Macron pela "excelente organização da cimeira e pelos esforços conjuntos, sempre determinados".

"Estamos a trabalhar para fortalecer a Ucrânia, a nossa cooperação e as perspetivas diplomáticas", sublinhou.

"Precisamos de paz. E estamos a fazer tudo o que é possível para a aproximar. Obrigado!", reiterou Zelensky.

Também hoje, Macron realçou que a cimeira do G7 consolidou o regresso dos Estados Unidos à posição comum sobre a guerra na Ucrânia, detalhando que o seu homólogo norte-americano confirmou que a Rússia não tem intenção de cessar a guerra e, por isso, manifestou concordância em manter o apoio militar a Kiev.

Nas conclusões da cimeira, os líderes do G7 prometeram "aumentar a pressão" sobre a "economia de guerra russa" através do reforço das sanções ao gás e ao petróleo de Moscovo, revertendo assim a oposição de Washington à menção específica da Rússia numa declaração do G7 em 2025, que tinha criado divisões dentro do bloco.

O magnata republicano também condicionou hoje qualquer imposição de sanções ao petróleo russo ao preço definido pelos mercados mundiais, assim que o acordo com o Irão puder restaurar alguma estabilidade.