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Lula e Macron discutiram defesa, soberania digital e cooperação entre Guiana Francesa e Amapá

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Foto  EPA/YOAN VALAT / POOL

O presidente brasileiro, Lula da Silva, e o presidente francês, Emmanuel Macron, discutiram hoje o reforço da cooperação em defesa, soberania digital e integração transfronteiriça entre a Guiana Francesa e o estado do Amapá.

As informações do encontro realizado à margem da Cúpula do G7, em Évian, na França, foi divulgado pelo Governo brasileiro e teve duração de 40 minutos.

Na agenda bilateral, Lula e Macron reiteraram os avanços da cooperação em defesa, com destaque para o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), desenvolvido em parceria entre o Brasil e França.

Os dois chefes de Estado, segundo nota do Palácio do Planalto, concordaram também em concluir medidas para aprofundar a cooperação transfronteiriça entre a Guiana Francesa e o estado brasileiro do Amapá.

Durante a reunião, Macron reiterou ainda o interesse da França em participar dos esforços brasileiros para a aquisição de supercomputadores, numa iniciativa voltada para o reforço da soberania digital do Brasil.

Antes do encontro com o presidente francês, Lula reuniu-se em Genebra com o presidente da Suíça, Guy Parmelin, para discutir o comércio bilateral e formas de diversificar a pauta de exportações entre os dois países.

Os dois líderes concordaram que o acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) representa uma oportunidade para ampliar o comércio num contexto global de aumento do protecionismo e do unilateralismo.

Lula e Parmelin decidiram ainda expandir a cooperação em áreas como inteligência artificial, transição energética, minerais críticos, biotecnologia, saúde e defesa.

O político brasileiro chegou hoje para participar dos encontros do G7 até quarta-feira a convite de Macron, e tomará parte em sessões de trabalho sobre parcerias internacionais, crescimento económico e inteligência artificial, além realizar encontros bilaterais

O líder de esquerda tem expetativa de encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a relação diplomática entre Washington e Brasília escalarem nas últimas semanas.

Os EUA classificaram as duas maiores fações criminosas do Brasil -- Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) -- como organizações terroristas, contrariando o governo brasileiro.

Na sequência, Washington anunciou impor novas tarifas ao Brasil após concluírem que as políticas comerciais do Brasil prejudicam o comércio norte-americano.

Entre as práticas que supostamente "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos, os EUA citam o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria, falhas na aplicação de leis anticorrupção, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol.