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Merz anuncia cimeira com Reino Unido, França, Itália e Polónia sobre Ucrânia e NATO

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Foto EPA

O chanceler alemão Friedrich Merz anunciou hoje uma cimeira em Berlim dos líderes do chamado formato "E5" (Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Polónia) sobre Ucrânia, negociações de paz com a Rússia e preparativos do próximo encontro NATO.

Em conferência de imprensa após a reunião do G7 (grupos dos países considerados mais desenvolvidos) na estância alpina francesa de Évian, Merz afirmou: "Já convoquei uma reunião em Berlim para a próxima semana, no âmbito do chamado formato E5".

"Como já disse, em todas as questões relacionadas à Ucrânia, sempre mantivemos uma estreita coordenação com todos os parceiros europeus, especialmente com a Polónia (...)" e a Itália, disse.

O líder do governo federal alemão adiantou que, na ocasião, em Berlim, vão ser analisados "os resultados do 'G7' e do Conselho Europeu", nas quais o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também participará.

Merz defendeu que a Alemanha, juntamente com os maiores estados-membros que fazem parte do 'G7' e do Conselho Europeu, deve assumir "certa responsabilidade de liderança, sempre em coordenação com os outros e com total transparência".

Na véspera, o governante alemão expressou "um certo grau de otimismo" sobre a possibilidade de a Europa e os Estados Unidos trabalharem juntos para pôr fim à guerra da Rússia contra a Ucrânia, considerando que o presidente norte-americano, Donald Trump, "cooperativo" e "aberto" às propostas dos líderes europeus.

Merz afirmou ainda que a declaração do G7 sobre a Ucrânia envia "uma mensagem muito clara: que o apoio deste grupo a Kiev é hoje mais forte do que raramente foi" e "todos os parceiros do 'G7' vão aumentar suas contribuições militares e financeiras"

"A mensagem para a Rússia é igualmente clara: todos os parceiros do G7 vão aumentar a pressão sobre Moscovo, inclusive por meio de sanções. Isto marca um novo tom de unidade e determinação transatlântica. Talvez nos represente mais um passo decisivo rumo às negociações de paz", concluiu.