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Madeira

Madeira mais competitiva, perde qualidade ambiental

Ainda assim, o Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (ISDR) melhorou ligeiramente e aproximou-se da média nacional

Foto Arquivo/Rui Silva/ASpress
Foto Arquivo/Rui Silva/ASpress

Os resultados do Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (ISDR) de 2024, divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), indicam que a Madeira melhorou na Competitividade e na Coesão, mas piorou na Qualidade Ambiental, resultando numa melhoria do Índice Global da Região Autónoma.

"A Grande Lisboa continua a ser a única região NUTS II a superar a média nacional em termos de desenvolvimento regional, com o índice global (agregação dos índices de competitividade, coesão e qualidade ambiental) a situar-se em 107,83, um valor ligeiramente superior ao de 2023 (107,77)", enquanto na Região Autónoma da Madeira (RAM), "o índice fixou-se em 98,38, evidenciando um aumento ligeiro face a 2023 (98,16) e fazendo parte do lote das cinco entre nove regiões NUTS II que melhoraram o seu desempenho em termos de desenvolvimento regional, que compreendem além da RAM e da Grande Lisboa, o Centro, o Algarve e a Região Autónoma dos Açores (RAA). No caso da RAA, foi observado um índice de 92,95, tendo sido a região com o aumento mais expressivo face a 2023 (91,79). Contudo, entre as nove regiões NUTS II do País, a RAA é a que apresenta o ISDR mais baixo, enquanto a RAM mantém a 4.ª posição", informa hoje a DREM.

Segundo a Direção Regional de Estatística, "o índice de competitividade foi a dimensão do desenvolvimento regional que apresentou os maiores desequilíbrios territoriais, com a Grande Lisboa a destacar-se das restantes regiões". Aliás, "esta região, para além de registar o valor mais elevado do país em 2024 (116,69; 116,30 em 2023), apresenta-se também como a única região NUTS II a superar a média nacional nesta dimensão. Por outro lado, a RAA (83,43) e o Alentejo (88,44) registaram os índices de competitividade mais baixos, mas com evoluções distintas face a 2023 (83,26 e 90,81, respetivamente). A RAM registou uma melhoria ligeira, com o índice a subir para 95,62 face aos 95,52 registados em 2023. Neste índice, entre as 9 regiões NUTS II, a RAM manteve a 5.ª posição", acrescenta.

Quanto ao índice de coesão, "os resultados refletem o país como um território mais equilibrado do que no índice de competitividade, pelo menos ao nível do espaço continental. Em termos de desempenho, a Grande Lisboa (108,80) é acompanhada pelo Centro (100,64) como as únicas regiões NUTS II a superar a média nacional. A RAA registou o índice de coesão mais baixo do País (83,19), pese embora a ligeira melhoria em relação a 2022 (82,40). Já a RAM apresentou também um valor abaixo da média nacional (93,79), embora superior ao observado no ano precedente (92,85). Neste índice, entre as 9 regiões NUTS II, a RAM manteve a 6.ª posição".

Por fim, "no que diz respeito ao índice de qualidade ambiental, os resultados apurados em 2024 revelam uma menor dispersão face aos índices de coesão e de competitividade. Nesta componente, a RAA destaca-se por apresentar, na desagregação pelas nove regiões NUTS II, o melhor desempenho,  com um valor de 113,84,  superior ao registado em 2023 (111,04). A RAM (106,31), supera também a média nacional e mantém o segundo lugar em termos de desempenho, registando um recuo ligeiro face a 2023 (106,67). Alentejo (103,64), Norte (100,91) e Centro (100,21) são as únicas regiões do Continente que superam a média nacional, com o Algarve (96,63) a observar o valor mais baixo", conclui a DREM.