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Madeira

Portugal depara-se com perda progressiva de influência sobre o mar

A opinião é de Gonçalo Magalhães Collaço, director do Jornal da Economia do Mar

Gonçalo Magalhães Collaço é o moderador dos trabalhos da manhã da XI Grande Conferência Economia do Mar, que decorre hoje, no Pestana Casino. 
Gonçalo Magalhães Collaço é o moderador dos trabalhos da manhã da XI Grande Conferência Economia do Mar, que decorre hoje, no Pestana Casino. , Foto Hélder Santos/ASPRESS

O director do Jornal da Economia do Mar, Gonçalo Magalhães Collaço, co-organizador da XI Grande Conferência Economia do Mar, que decorre esta quinta-feira, no Funchal, defende a necessidade de Portugal adoptar uma visão estratégica mais clara para o mar, alertando para o que considera ser uma progressiva perda de influência e soberania nacional sobre os recursos marítimos.

As declarações foram feitas à margem do arranque dos trabalhos, no Hotel Pestana Casino, que tem a Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, através da Direcção Regional do Ambiente e Mar, como anfitrião.

Segundo Gonçalo Magalhães Collaço, o País não tem aproveitado plenamente o potencial económico e geopolítico do seu espaço marítimo, situação que, na sua opinião, contribui para uma menor relevância de Portugal no contexto europeu. O moderador dos painéis da manhã manifestou ainda preocupação com aquilo que entende serem sinais de uma futura centralização europeia da gestão marítima, nomeadamente através da eventual criação de uma guarda costeira europeia.

O director do Jornal da Economia do Mar considerou que a transferência de competências para as instituições europeias poderá enfraquecer a capacidade de decisão nacional sobre a Zona Económica Exclusiva portuguesa. Referindo-se ao enquadramento jurídico comunitário, sustentou que Portugal já perdeu parte da sua autonomia na gestão dos recursos biológicos marinhos, defendendo um maior debate público sobre as implicações dessa realidade para a soberania nacional.

Para Gonçalo Magalhães Collaço, o primeiro passo para inverter esta tendência passa por desenvolver uma estratégia nacional para o mar e por reforçar a consciência coletiva sobre a importância dos recursos marítimos para o futuro do país.