DNOTICIAS.PT
Madeira

Construção evolutiva como aposta para combater dificuldade em adquirir casa

None
Foto Rui Silva/ASPRESS

Paulo Neves afirma que a Madeira, e o Algarve, são vítimas do próprio sucesso. Em causa está a chegada de pessoas de fora. Uma das propostas apresentadas é a construção evolutiva, que permite ir fazendo crescer as casas à medida que as necessidades das famílias crescem.

Paulo Neves participa no debate sobre Habitação, na Assembleia Municipal do Funchal. É fundador e presidente da Assembleia Geral do Movimento Cooperativo Urbis, dedicado à promoção da habitação jovem acessível.

O jurista assume que, ao longo dos anos, fomos resolvendo as circunstâncias de curto prazo, descurando o instituto de financiamento da habitação pública. Em 10 anos foram construídas 160 mil casas no País, mesmo com taxas de juro elevadas, nos anos ’90. No entanto, agora parece algo impossível de concluir.

A transformação de solo rústico em solo urbanizável, com infra-esturutras para habitação pública, deve ser uma aposta. Tal é possível com a alteração do PDM. “Temos de ter dimensão nos programas habitacionais” por forma a atrair empresas para construção e fazer baixar o preço.

O presidente da Assembleia Geral do Movimento Cooperativo Urbis apresentou um projecto que se adeque à componente dos agregados familiares jovens. Este é um trabalho que tem de ter em conta as leis, nomeadamente os custos controlados. A mesma casa pode ir de um T1, mas está licenciada para crescer até ao T3. “Eu sinto-me seguro para poder evoluir, com a minha casa a acompanhar-me”, aponta.