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CHEGA exige explicações sobre derrapagens e atrasos nos metros de Lisboa e Porto

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O grupo parlamentar do CHEGA na Assembleia da República solicitou, na Comissão de Infraestruturas e Mobilidade da Assembleia da República, a audição urgente da presidente do Metropolitano de Lisboa e do presidente do Metro do Porto.

Segundo nota à imprensa, "em causa está a expansão da linha circular do Metro de Lisboa, cujo custo inicial previsto de 210 milhões de euros ascendeu já a cerca de 380 milhões de euros — uma derrapagem de aproximadamente 80% — bem como desvios financeiros globais que se aproximam dos 500 milhões de euros nas obras de expansão daquela empresa pública".

Diz que "no caso do Metro do Porto, o CHEGA está preocupado com os sucessivos atrasos da Linha Rubi, empreendimento avaliado em 487,9 milhões de euros, cuja conclusão foi sucessivamente adiada até Julho de 2028, acumulando cerca de dois anos de atraso face ao prazo inicialmente anunciado".

Francisco Gomes, coordenador do grupo parlamentar do CHEGA na Comissão de Infraestruturas e Mobilidade, afirma que "os portugueses não podem continuar a assistir a este tipo de falhas sem explicações claras e responsabilização efectiva".

"Estamos perante derrapagens de cerca de 500 milhões de euros e atrasos acumulados de anos em obras estruturantes. Isto é um escândalo de gestão pública que exige respostas imediatas", afirmou. 

Segundo o deputado, "os sucessivos aumentos de custo e incumprimentos de prazo levantam sérias dúvidas sobre a competência da gestão, do planeamento e da fiscalização destes projetos, justificando escrutínio parlamentar urgente".

Cada euro derrapado e cada ano perdido representam desperdício de dinheiro público, desrespeito pelos contribuintes e uma demonstração clara de incompetência na gestão. É inadmissível".  Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República

O parlamentar garante que o CHEGA pretende apurar responsabilidades políticas e administrativas, recusando que estes episódios sejam tratados como normais.

E concluiu: "Os portugueses estão fartos de ver obras públicas transformadas em buracos sem fundo onde se enterram centenas de milhões sem consequências para ninguém".