PCP defende redução do horário de trabalho para 35 horas semanais
O PCP realizou hoje diversas acções de contacto com trabalhadores para defender a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais, combater a desregulação e apelar à participação na Greve Geral do próximo dia 3 de Junho.
Durante uma acção política junto às instalações da Empresa Horários do Funchal, nos Viveiros, o dirigente do PCP Ricardo Lume afirmou que “não é aceitável que, com o desenvolvimento tecnológico alcançado e com o aumento da produtividade, continuem a existir, no século XXI, horários de trabalho do século passado”.
Segundo nota à imprensa, Ricardo Lume denunciou ainda "a crescente desregulação dos horários de trabalho, situação que impede muitas vezes a conciliação entre a vida profissional, familiar e social dos trabalhadores".
O dirigente comunista sublinhou que, "na Região Autónoma da Madeira, a luta dos trabalhadores dos vários sectores de actividade - quer do sector público, quer do sector privado - já permitiu alcançar alguns avanços na redução do horário de trabalho". Contudo, afirmou que “as 35 horas semanais continuam a ser uma miragem para a grande maioria dos trabalhadores madeirenses e porto-santenses”.
E prossegue: "Numa altura em que deveriam estar a ser dados passos concretos para reduzir efetivamente o horário de trabalho, o Governo da República PSD/CDS apresenta propostas de alteração à legislação laboral que permitem que um trabalhador possa trabalhar até 50 horas por semana através do chamado banco de horas".
Ricardo Lume valorizou "a luta desenvolvida pelos trabalhadores da Empresa Horários do Funchal pela redução do horário de trabalho semanal para as 35 horas, recordando que o compromisso assumido pelo Governo Regional continua por cumprir".
O PCP considera que "a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais deve ser aplicada a todos os trabalhadores da Região, independentemente de trabalharem no sector público ou privado".
"Perante a falta de vontade política para garantir esta justa reivindicação dos trabalhadores e face à tentativa do Governo PSD/CDS de aumentar, de forma encapotada, o horário de trabalho para as 50 horas semanais através do banco de horas, o PCP defende a mobilização e a luta organizada dos trabalhadores", acrescenta.
Nesse sentido, conforme acrescenta, "a Greve Geral do próximo dia 3 de Junho assume particular importância, não apenas para derrotar o chamado Pacote Laboral, mas também para defender a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais para todos os trabalhadores".
Ricardo Lume concluiu apelando "à participação massiva dos trabalhadores da Região na Greve Geral, afirmando que “só com a luta dos trabalhadores será possível derrotar o pacote laboral, travar as políticas de exploração e empobrecimento e abrir caminho à valorização do trabalho e dos trabalhadores”.