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Madeira

Junta da Fajã da Ovelha culpa DRE por perigo na estrada 222

Foto DR/JFFO
Foto DR/JFFO

A Junta de Freguesia da Fajã de Ovelha, no concelho da Calheta, emitiu uma nota de esclarecimento sobre a queda de galhos de árvores de grande porte que colocam em causa a segurança de pessoas e bens, nomeadamente viaturas na passagem pela Estrada Regional 222, mais precisamente no troço entre as Faias e a Lombada dos Marinheiros. O presidente Delfim Lourenço culpa directamente a Direção Regional de Estradas (DRE), num post no Facebook na última noite.

"A segurança da nossa população e de quem nos visita é, e será sempre, uma das nossas prioridades", começa por garantir, recusando responsabilidades. "Perante as críticas recentes sobre a falta de limpeza na ER222, e após o incidente de hoje, em que a queda de um ramo de grande porte voltou a colocar em risco a segurança de viaturas e de vidas humanas, a Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha vem por este meio esclarecer toda a verdade e exigir responsabilidades", denuncia.

Assim, "a Junta de Freguesia não tem competência legal nem meios para intervir na ER222", assegura. "Essa responsabilidade é exclusiva da Direção Regional de Estradas" e, "para que não restem dúvidas do nosso esforço e da inércia de quem devia agir", enumeram os factos:

  • "Em fevereiro deste ano, enviámos um email formal e urgente à Direção Regional de Estradas, com conhecimento ao Serviço Regional de Proteção Civil, a reportar o estado crítico do troço entre a Maloeira e a Lombada dos Marinheiros. Até ao dia de hoje, não obtivemos qualquer resposta."
  • "No mês passado, quando uma equipa de limpeza iniciou trabalhos a partir da Maloeira, foi solicitado ao encarregado, para iniciar os trabalhos na zona mais perigosa (entre as Faias e a Lombada dos Marinheiros). Foi-nos dito que o pedido seria transmitido ao chefe para autorização."
  • "Infelizmente, a sensibilidade ao problema foi nula, os trabalhos continuaram noutra direção e, na semana passada, a limpeza parou ao chegar à Lombada dos Cedros, deixando o troço mais perigoso esquecido."

Garantindo que "o perigo é real e o susto de hoje foi o último aviso", Delfim Lourenço diz que "não podemos esperar que aconteça uma tragédia para que se tomem providências. Exigimos uma resposta e uma intervenção imediata por parte da Direção Regional de Estradas".

E assegura: "Continuaremos a pressionar as entidades competentes, porque a Fajã da Ovelha e os seus habitantes merecem respeito e estradas seguras."