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Zelensky garante que pressiona EUA para obter mais mísseis Patriot

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, adiantou ontem que está a ser "muito persistente" na pressão sobre os EUA para que sejam fornecidos mais mísseis de defesa aérea Patriot, capazes de neutralizar os ataques destruidores de mísseis balísticos russos.

Zelensky referiu que ainda não recebeu resposta à carta que enviou no início desta semana ao Presidente dos EUA, Donald Trump, e ao Congresso, a solicitar mais munições de fabrico norte-americano.

O governante ucraniano alertou que as entregas à Ucrânia estão perigosamente aquém do necessário, uma vez que a guerra com o Irão desvia e esgota as reservas norte-americanas.

"Acredito que (os EUA) precisam de agir mais rapidamente. Estamos a ser muito persistentes", sublinhou Zelensky aos jornalistas durante uma visita à Suécia.

A Rússia tem utilizado os seus mísseis balísticos de longo alcance para danificar a rede elétrica da Ucrânia e bombardear cidades.

A capital ucraniana prepara-se para novos bombardeamentos pesados.

Não se sabe se algum diplomata estrangeiro acatou a recomendação de Moscovo para sair de Kiev antes dos "ataques sistemáticos" contra a capital ucraniana antecipados pelos russos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia garantiu hoje que todas as missões diplomáticas na capital continuam a funcionar.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou numa reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia que a atual escalada e intensificação dos ataques correm o risco de se descontrolar, com "consequências desconhecidas e não intencionais".

O diplomata português vincou que o número de civis mortos nos primeiros quatro meses deste ano supera o total do mesmo período dos últimos três anos.

A Rússia ocupou cerca de 20% da Ucrânia até à data, incluindo a Península da Crimeia, que a Rússia anexou em 2014.

O custo da conquista deste território tem sido enorme, com o chefe da agência de inteligência britânica GCHQ a ter realçado na quarta-feira que quase 500.000 soldados russos foram mortos no conflito.