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Madeira

ACIF desafia empresários a criar “novos jogos”

António Jardim Fernandes defende Madeira como pólo de inovação digital

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Foto Rui Silva/ASPRESS

O presidente da direcção da ACIF-CCIM, António Jardim Fernandes, defendeu hoje que a Madeira deve afirmar-se como criadora de tecnologia e inovação, desafiando os empresários a “transformar as limitações em oportunidades”, numa intervenção marcada pela aposta na economia digital e nas indústrias criativas.

Na sessão de abertura da conferência integrada nas comemorações do Dia do Empresário Madeirense, no Savoy Palace, o responsável sublinhou que “num mundo em modo de jogo não basta apenas jogar bem”, sendo necessário “compreender o tabuleiro”, antecipar mudanças e criar novas regras.

António Jardim Fernandes considerou que o poder económico global está cada vez mais concentrado nas grandes plataformas digitais e nos ecossistemas tecnológicos, defendendo que regiões como a Madeira não se podem limitar a ser utilizadoras de soluções criadas por outros.

“A Madeira não deve ser apenas consumidora de tecnologia criada por terceiros, mas também produtora”, afirmou, apontando a inovação, a criatividade e a agilidade como factores de competitividade da Região.

O dirigente destacou ainda o projecto nacional E-GamesLab, ligado à economia digital e à indústria dos videojogos, sector que, segundo referiu, vale actualmente mais de 180 mil milhões de dólares a nível mundial.

Neste contexto, anunciou o desenvolvimento do “Hub de Inovação do Funchal”, apresentado como um centro de criação, desenvolvimento e aceleração de talento nas áreas dos videojogos, programação, arte digital e startups tecnológicas.

“Será muito mais do que um espaço físico. Será um centro de criação e desenvolvimento de talento”, afirmou.

Ao dirigir-se aos empresários, António Jardim Fernandes elogiou a capacidade de adaptação do tecido empresarial madeirense perante os desafios da insularidade e da escala reduzida do mercado.

“No mundo em modo de jogo não basta apenas jogar bem. É preciso compreender o tabuleiro, criar alternativas e ter coragem para criar novas regras”, reforçou, concluindo que os empresários continuam a fazer “aquilo que sempre fizeram: transformar as limitações em oportunidades”.