Os desafios da mobilidade
A atual crise energética, impulsionada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, rota vital para o petróleo e gás mundial, levou a um aumento do preço dos combustíveis fósseis e tornou ainda mais premente um problema com o qual teremos de nos confrontar mais cedo ou mais tarde: a finitude das fontes de energia não renováveis, o seu impacto ambiental, bem como a necessidade de mitigarmos os custos que as oscilações do preço dos combustíveis têm para todos.
Ainda recentemente a Câmara de Santa Cruz apresentou o diagnóstico do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS), que tem por objetivo alcançar um modelo mais eficiente, seguro, inclusivo e ecológico, com prioridade ao transporte coletivo, e um modelo de planeamento urbano que contorne a dependência do automóvel. Estamos a fazer a nossa parte, mas o sucesso de um plano deste género depende de mudanças de paradigma individuais que, mais tarde ou mais cedo, terão de ser equacionadas pelas famílias.
Assim, um Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) é um instrumento estratégico, técnico e político que dá respostas concretas aos principais desafios inerentes à mobilidade, descarbonização, humanização e saúde pública. Este plano permitirá, ainda, tomar decisões sobre uso do solo, habitação, equipamentos e turismo, promovendo um adequado planeamento urbano e ordenamento do território.
A vertente social é precisamente aquela que, tendo uma componente política, exigirá, no entanto, uma resposta da sociedade como um todo ao implementar de medidas alternativas para as deslocações – com transportes públicos eficientes e a caminhabilidade.
O Plano tem ainda por objetivo melhorar a qualidade de circulação pedonal através da requalificação e adaptação do espaço público, promovendo medidas de humanização do mesmo. É precisamente nesta vertente que o PMUS articula-se, de alguma forma, com a adesão à Rede de Cidades e Vilas que Caminham, também recentemente apresentada e que tem por objetivo reforçar as condições de caminhabilidade, melhorar a qualidade de vida urbana, melhorar parâmetros de saúde pública, universalizar a utilização do espaço público para todos, aumentar a segurança da circulação pedonal e viária, promover o transporte público.
Com o PMUS e com a adesão à Rede das Cidades de Vilas que Caminham estamos a reforçar o nosso compromisso de promover um concelho preparado, para os desafios da mobilidade, levando Santa Cruz para um patamar de desenvolvimento integrado que permitirá não apenas uma melhor qualidade de vida, mas uma dinâmica com efeitos multiplicadores na economia, na gestão do território, no ambiente e em outros eixos estratégicos.