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Número de estudantes no Mundo mais que duplicou no último quarto de século

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Foto Shutterstock

Os estudantes de ensino superior em todo o Mundo mais que duplicaram nos últimos 25 anos, de 100 milhões em 2000 para 269 milhões em 2024, segundo um estudo da UNESCO publicado hoje.

Segundo o documento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a taxa de matrícula em cursos de jovens entre 18 e 24 anos cifra-se em 80% na Europa ocidental e na América do norte, mas é de apenas 9% na África subsaariana, muito abaixo da média global de 43%.

O "Relatório sobre Tendências Globais no Ensino Superior", com dados de 146 países, registou que as mulheres constituem a maioria dos estudantes do ensino superior, com 114 estudantes do sexo feminino matriculadas para cada 100 estudantes do sexo masculino, em 2024.

Porém, as mulheres continuam uma minoria no nível de doutoramento ou em cargos de liderança universitária.

A mobilidade estudantil internacional triplicou desde 2003, atingindo 7,3 milhões em 2023, e pode chegar a nove milhões em 2030, embora corresponda apenas a menos de 3% da população estudantil global.

Os principais países de acolhimento seguem a ser quase os mesmos nos últimos 20 anos: em 2023, os Estados Unidos da América, o Reino Unido, a Austrália, a Alemanha, o Canadá, a Rússia e a França acolheram metade de todos os estudantes que estudaram no estrangeiro.

A UNESCO alertou ainda para o facto de este rápido crescimento do número de estudantes ir exercer uma pressão cada vez maior sobre os sistemas de ensino superior dos diversos países, num contexto de previsíveis restrições orçamentais.

Em 2022, a despesa pública no setor da educação representou, em média, 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, com disparidades regionais significativas, variando entre 1,11% na Europa ocidental e América do Norte e 0,44% na Ásia central.