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Caracas e Colômbia assinam acordo para reactivar ligação de energia eléctrica

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Foto Shutterstock

Os governos da Venezuela e da Colômbia assinaram um acordo para restabelecer a ligação de energia elétrica entre os dois países vizinhos, anunciou hoje o Ministério da Energia Elétrica venezuelano.

O acordo foi assinado entre a Corporação Elétrica Nacional (Corpoelec) da Venezuela e o Instituto de Planeamento e Promoção de Soluções Energéticas para as Zonas Não Interligadas (IPSE) da Colômbia, indicou o Ministério numa publicação nas redes sociais.

O anúncio surgiu quatro dias após os chefes de Estado de ambos os países terem discutido o assunto.

"A aliança representa confiança, cooperação e uma visão partilhada de soberania energética para ambos os povos", adiantou o Ministério, sem fornecer mais detalhes sobre o acordo.

Na sexta-feira, a Presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, e o homólogo colombiano, Gustavo Petro, comprometeram-se, no final de uma reunião em Caracas, com a integração dos países no domínio da energia elétrica e do gás.

Os líderes falaram sobre a interligação elétrica no oeste da Venezuela, na fronteira com a Colômbia, uma região que, segundo Rodríguez, "sofre com o processo de desinvestimento no sistema elétrico nacional [venezuelano], resultado das sanções" que afetaram o fornecimento de peças sobresselentes e a manutenção.

"A interligação elétrica está já a um passo e também a interligação de gás", antecipou a líder venezuelana na ocasião, sem dar mais detalhes sobre o assunto.

Rodríguez disse que as sanções contra o país afetaram o fornecimento de peças sobressalentes e a manutenção dessa rede.

A Venezuela sofre diariamente falhas no fornecimento de energia elétrica, sobretudo em regiões afastadas de Caracas, pelas quais o Governo responsabilizou no passado a oposição, apesar de as instalações do setor serem vigiadas pelos militares.

Na mesma ocasião, Caracas e Bogotá anunciaram também uma cooperação militar para combater o crime organizado.

Os dois países vão "empreender um esforço comum, profundamente coordenado, para libertar os povos da fronteira das máfias dedicadas a diversas economias ilegais, começando pela cocaína, ouro ilícito, tráfico de seres humanos", afirmou o chefe de Estado colombiano.