Organizações denunciam atraso na implementação da energia eólica 'offshore'
Várias organizações ambientalistas alertam hoje para o atraso na realização de leilões para o desenvolvimento de projetos de energia eólica 'offshore', um ano após o Governo ter aprovado um despacho nesse sentido.
Em comunicado, a Sociedade Portuguesa para o Estudo da Aves (SPEA BirdLife), a WWF Portugal, a Sciaena e a ZERO recordam que em 21 de abril de 2025, o Governo publicou o despacho em que se comprometia a definir as regras dos leilões para implementação de projetos de energia eólica 'offshore', ou seja a instalação de turbinas eólicas no mar para gerar eletricidade a partir dos ventos marítimos.
"Volvidos 12 meses (e apesar de o próprio despacho incluir prazos de 60 e 180 dias), essas regras continuam por anunciar", alertam.
A energia dos ventos marítimos é considerada uma alternativa aos combustíveis fósseis - como o carvão, o petróleo ou o gás natural.
Para as associações, o desenvolvimento de energias renováveis 'offshore' "é um pilar essencial da transição energética em Portugal".
As associações defendem que, "para a transição energética ser realmente sustentável", os critérios de decisão nestes leilões terão de incluir a minimização dos impactos ambientais e sociais.
"Este é o momento de definir regras claras, transparentes e inclusivas, para evitar que os procedimentos se transformem em competições centradas apenas no preço", dizem as associações, que defendem a escolha de projetos com o menor impacto na biodiversidade e com um forte envolvimento da comunidade local.
Sublinham também a necessidade de "uma análise técnica rigorosa" na definição desses critérios e dizem esperar que "o Governo aproveite a perícia das organizações de ambiente e instituições científicas nesta matéria".