Fica o alerta: leia até ao fim. Se ainda não viu, é porque a medida não chegou a todo o lado ao mesmo tempo. Em França, já começaram a circular veículos com matrículas cor-de-rosa, uma alteração que entrou em vigor a 1 de Janeiro e que pretende tornar mais simples a identificação de automóveis com registo temporário.
A mudança aplica-se às matrículas provisórias “WW” e “W”, utilizadas por veículos que circulam por períodos limitados, nomeadamente em fase de legalização, transferência ou utilização profissional. É o caso, por exemplo, de automóveis usados por instrutores durante exames práticos de condução, que passam também a estar abrangidos por este novo modelo.
A opção pela cor não é apenas estética. O objectivo é facilitar a fiscalização, permitindo que as autoridades identifiquem de imediato veículos em situação temporária, sem necessidade de leitura detalhada da matrícula. A distinção visual pretende reduzir o risco de circulação indevida e melhorar o controlo de prazos associados a este tipo de registo.
Além da cor, há outra novidade relevante. As novas chapas incluem a data de validade do certificado provisório, com indicação do mês e do ano. Esta informação passa a estar visível na própria matrícula, o que permite verificar no momento se o prazo — geralmente de dois meses — ainda está em vigor ou se já foi ultrapassado.
Apesar destas alterações, o modelo mantém-se alinhado com os padrões europeus no que diz respeito às dimensões e ao formato dos caracteres, garantindo que a identificação continua compatível com o sistema utilizado nos restantes países da União Europeia.
A medida surge num contexto de elevado número de registos temporários. De acordo com Marie-Pierre Vedrenne, ministra delegada do Ministério do Interior francês, estão em causa mais de 400 mil registos “WW” e “W” por ano. A responsável sublinha que a introdução de chapas “facilmente reconhecíveis” permite reforçar a capacidade de controlo e reduzir situações irregulares, em declarações à L'Agence Nationale des Titres Sécurisés.
Para já, a solução não tem paralelo em Portugal. Os veículos em regime temporário continuam a utilizar os modelos já existentes, sem distinção de cor, recorrendo a matrículas provisórias ou a enquadramentos assegurados por seguro. Não há indicação de que uma medida semelhante venha a ser adoptada a curto prazo.