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MIUT Desporto

“Balanço é claramente positivo”, diz Sérgio Lopes sobre o MIUT 2026

Organização destaca renovação, crescimento sustentável e projeção internacional da Madeira

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Foto Rui Silva/ASPRESS

Sérgio Lopes, presidente do Clube de Montanha do Funchal e responsável máximo pelo MIUT, afirmou que o balanço da edição de 2026 “é claramente positivo”, sublinhando que a prova “renasceu das cinzas” após alterações profundas na estrutura organizativa e no traçado.

À margem da cerimónia de entrega de prémios, o responsável explicou que a organização teve de ser reorganizada após a saída do anterior director do evento, Sidónio Freitas, passando a um modelo distribuído por cerca de 10 responsáveis de diferentes áreas. “Foi um desafio repensar a forma de organizar o evento”, afirmou.

Sobre o percurso, destacou o regresso ao traçado original e a inclusão de novas zonas na cordilheira central da ilha: “Voltámos a uma solução mais original, com passagem em picos como o Pico Jorge e o Pico Grande, antes da descida ao Curral das Freiras.” Para Sérgio Lopes, esta opção foi “uma aposta ganhadora”, com feedback positivo dos participantes, e deverá manter-se nas próximas edições.

O dirigente reconheceu, no entanto, que podem existir ajustes futuros, referindo que a nova travessia “é mais dura e mais técnica”, mas também “de maior qualidade cénica e uma mais-valia para a promoção da montanha da Madeira”.

Quanto ao crescimento do evento, defendeu uma evolução “sustentada e não descontrolada”, salientando que o MIUT é composto por cinco provas e que a prioridade é manter a qualidade da experiência. “A oferta proporcionada aos atletas é substancialmente superior à média mundial”, afirmou, acrescentando que a estratégia passa por preservar essa imagem de marca.

Sérgio Lopes destacou ainda o papel do MIUT na promoção do destino Madeira, referindo o aumento do turismo activo e a integração da prova no circuito mundial World Trail Majors. “O MIUT funciona como embaixador da marca Madeira no mundo”, disse, apontando a presença crescente de atletas de países como o Canadá e a China.

Sobre o impacto económico, referiu valores significativos nas últimas edições, com retorno estimado entre 3,5 e 4 milhões de euros, e admitiu que os números desta edição poderão ser semelhantes ou superiores, dependendo da análise final. Estimou ainda que o evento envolva milhares de participantes e acompanhantes, duplicando o universo directo de atletas.

Por fim, destacou que a edição decorreu sem incidentes graves, beneficiando de condições meteorológicas favoráveis. “O balanço é muito positivo, tudo correu bem e o tempo ajudou”, concluiu.