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Embaixador elogia portugalidade dos luso-venezuelanos

Foto DR/Yvan Gil/Canciller de la República Bolivariana de Venezuela
Foto DR/Yvan Gil/Canciller de la República Bolivariana de Venezuela, https://x.com/yvangil/status/2033606395673907306/photo/2

O novo embaixador de Portugal na Venezuela Manuel Frederico Pinheiro da Silva, elogiou hoje o exemplo de portugalidade e de respeito dos luso-venezuelanos pelo legado dos seus antepassados.

Pinheiro da Silva instou a comunidade lusa a continuar a reafirmar localmente a sua portugalidade, sublinhando que é uma forma de estar não limitada por fronteiras geográficas.

"Esta comunidade portuguesa aqui da Venezuela é de facto de uma riqueza, de um sentimento, de ligação, de respeito de um legado dos seus ancestrais, que a cada dia fica mais admirativa", disse.

O diplomata falava no Centro Marítimo da Venezuela, a leste de Caracas, onde decorreram várias atividades pedagógicas que assinalaram o 52.º aniversário da Revolução dos Cravos.

"Hoje mesmo, os eventos que aqui tiveram lugar no Clube Marítimo, reunindo intérpretes dos 3 aos 86 anos, bem demonstraram isso, que independentemente das gerações, há um legado", disse.

"A Portugalidade é uma forma de estar. É um legado, é a partilha da história, da cultura e da forma de ser de um povo e de um país que este ano vai ser lá 940 anos. E isso é Portugalidade. Não há portugueses de primeira, não há portugueses de segunda. Todos somos num nível igual herdeiros desse legado, dessa história, dessa forma de ser", disse.

Referindo-se à efeméride, o diplomata sublinhou estar naquele clube luso-venezuelano para "celebrar um dia que tem o tamanho de séculos".

"O dia 25 de abril de 1974. Na altura dizia-se, e ainda hoje se diz, que o 25 de abril foi a Revolução dos Cravos, que abriu o caminho de um novo rumo. De um rumo simbolizado por três D: O D de democracia, de descolonização e de desenvolvimento (...) falta um D aqui, que é o da dignidade", disse.

Segundo o diplomata "nenhum ser humano pode ter uma vida digna fora da liberdade", que permite tomar decisões responsáveis que orientam a vida dos homens e a dos conceitos e a vida das sociedades.

"É um valor supremo. Não é possível ter uma existência digna sem liberdade. E o dia 25 de abril simboliza, isso para nós, portugueses, mas para muitos outros, em todo o mundo. Em África, na Ásia, na Europa, na América, e é com uma enorme responsabilidade que a cada ano que passa, devemos lembrar para nós e para quem nos segue essa realidade", disse.

"E, portanto, celebramos isso aqui hoje: Dignidade, liberdade, autenticidade. Celebramos Portugal e celebramos o mundo", frisou Manuel Frederico Pinheiro da Silva, desejando "que a celebração da liberdade continue a ser um facto, cada dia".