"Sem investigação não há produção de conhecimento"
Eduardo Jesus destaca papel da revista Islenha na preservação e divulgação do património cultural e histórico da Madeira
“Sem investigação não há produção de conhecimento”, afirmou o secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, esta tarde, no Funchal, durante a apresentação da edição n.º 76 da revista Islenha, na Capela do Corpo Santo.
O governante sublinhou que a continuidade do projecto editorial depende do trabalho dos investigadores e da sua capacidade de produzir e divulgar conhecimento com rigor.
“O lançamento de um novo número da Islenha é sempre um momento muito especial. É o colar de um processo de muito trabalho, de muitas pessoas”, referiu.
Eduardo Jesus destacou a importância da revista na recuperação e divulgação do passado, defendendo que o conhecimento histórico é essencial para compreender o presente.
“Nós temos no tempo que nos é confiado na nossa passagem pela vida a descoberta do passado, e de encontrar no passado muitas razões para aquilo que somos, para aquilo que podemos ser, para aquilo que gostaríamos de ser. E o passado é esse repositório da formação”, afirmou.
O secretário regional salientou ainda que a Islenha permite tornar acessível conhecimento que, de outro modo, poderia permanecer desconhecido ou de difícil acesso.
“A Islenha tem de cumprir este trabalho de dar a descobrir o passado, trazendo à luz do dia determinado conhecimento que muitas vezes não era disponibilizado ou cujo acesso era difícil”, disse.
Elogiando o rigor científico da publicação, Eduardo Jesus agradeceu o trabalho dos investigadores envolvidos.
“É uma revista que imprime uma exigência muito grande no rigor da investigação e na forma como a comunicação é feita. Deixo a primeira palavra de agradecimento aos investigadores”, sublinhou.
O governante destacou ainda a natureza multidisciplinar da revista, que aborda áreas como história, sociedade, geografia, fotografia e cultura.
“A diversidade de temas leva a que os interesses do conhecimento e da leitura sejam atingidos cada vez que se lê uma nova edição”, referiu.
Eduardo Jesus realçou também que a Islenha ultrapassa o espaço regional, chegando a diferentes comunidades.
“A revista não é distribuída apenas na nossa Região Autónoma. Ultrapassa fronteiras físicas”, afirmou.
No final, deixou um apelo à continuidade do projecto.
“Que a Islenha continue a captar o gosto dos investigadores, porque sem esse gosto não há produção de conhecimento. E sem produção de conhecimento não há futuro”, concluiu.