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Papa Leão XIV defende o trabalho da Igreja em prol da justiça e da solidariedade

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O Papa Leão XIV defendeu hoje o compromisso da Igreja "especialmente ao serviço da justiça e da solidariedade", numa missa celebrada no estádio de Malabo, na Guiné Equatorial, no último dia da sua viagem por África.

"Se estás oprimido pela injustiça, ele [Cristo] é a justiça. Se precisas de ajuda, ele é a força. Se tens medo da morte, ele é a vida", disse o Papa no estádio da cidade guineense, que estava lotado, com 30 mil fiéis, indicando aos crentes que em Cristo encontram "a plenitude da vida e do sentido".

Leão XIV lamentou também a existência de "uma tristeza individualista que nasce do coração confortável e avarento, da busca doentia de prazeres superficiais e da consciência isolada".

Durante a passagem do Papa pela Guiné Equatorial, a chuva não deu tréguas, mas mesmo assim não impediu que os habitantes saíssem às ruas para o receber.

"Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, já não há espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se desfruta da doce alegria do seu amor", disse.

No início da homilia, o Papa expressou o seu pesar pelo falecimento, em circunstâncias misteriosas, há quatro dias, do padre Fortunato Nsue, pároco da igreja de Nossa Senhora de Bisila, em Paraíso, e atual vigário-geral da Arquidiocese de Malabo.

Leão XIV pediu que se esclareçam as causas do seu falecimento, depois de alguns meios de comunicação terem afirmado que ele foi assassinado.

A celebração reuniu milhares de fiéis e marcou o fim de um périplo de 11 dias que incluiu ainda a Argélia, os Camarões e Angola.

A Guiné Equatorial é oficialmente um Estado laico, mas a Igreja Católica está no centro dos seus sistemas políticos e sociais desta nação onde estimativas indicam que pelo menos 80% da população é católica.

Este país foi um dos africanos que recebeu milhões de dólares em acordos controversos com o Governo de Trump para receber migrantes deportados dos Estados Unidos da América, para países que não são os seus de origem.

Por sua vez, o Papa, o primeiro de nacionalidade norte-americana na História, já criticou essa política de deportações. 

Leão XIV é o segundo Papa a visitar a Guiné Equatorial. O primeiro foi João Paulo II, há 44 anos, e cuja viagem é recordada no país pela mensagem de paz e reconciliação.