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A Guerra Mundo

Kiev investiga execução de 306 prisioneiros de guerra por militares russos

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Foto Shutterstock

Os serviços de informações ucranianos lançaram ontem uma investigação à possível execução de 306 prisioneiros de guerra ucranianos por militares russos desde o início da invasão do país pela Rússia, há mais de quatro anos.

A informação foi confirmada à agência de notícias Ukrinform por Andriy Shvets, chefe do departamento de investigação do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), que afirmou que a maioria destes "casos brutais de execuções extrajudiciais de militares ucranianos ocorreram em áreas de Donetsk", bem como na região russa de Kursk. 

Os dados disponíveis, adiantou, incluem "os métodos de execução mais brutais, como a decapitação, as execuções em massa e o esquartejamento".

O responsável do SBU realçou ainda que estas execuções são realizadas "sistematicamente e em grande escala" e que "as próprias autoridades do Estado agressor (Rússia) apoiam tais ações".

Após a operação ucraniana em Kursk, em 2024, o Presidente russo, Vladimir Putin, declarou que os militares ucranianos e todos os soldados que combatiam ao lado de Kiev eram "terroristas que deveriam ser aniquilados", adiantou. 

"Estas ações são agravadas pelo facto de altos oficiais militares russos terem incitado à prática de crimes de guerra", afirmou Shvets.

Atualmente, nove militares russos estão entre os principais suspeitos de realizar estas execuções, enquanto outros sete estão sob investigação e cinco já foram condenados.

 A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.