CHEGA quer campanha nacional contra acorrentamento de cães
O grupo parlamentar do CHEGA na Assembleia da República deu entrada de um projecto de resolução que recomenda ao Governo da República o lançamento de uma campanha nacional de sensibilização contra o acorrentamento de cães, prática que o partido considera ainda frequente e inaceitável.
Segundo Francisco Gomes, deputado do CHEGA eleito pelo círculo da Madeira, "a iniciativa alerta para situações em que animais vivem permanentemente presos, muitas vezes sem condições adequadas, sem estímulos e sem contacto social, o que pode comprometer gravemente o seu bem-estar, saúde e comportamento".
Não podemos aceitar que, em pleno século XXI, haja animais a viver presos a correntes, abandonados e sem qualquer dignidade. Isto é um sinal de atraso civilizacional que tem de ser combatido". Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República
Segundo o CHEGA, "o acorrentamento prolongado provoca sofrimento contínuo, podendo gerar stress, agressividade e problemas físicos, sendo por isso essencial promover uma mudança de mentalidades através da sensibilização pública".
Em nota à imprensa, o partido defende ainda "o agravamento das penas para maus-tratos a animais, incluindo situações de acorrentamento, considerando que o enquadramento legal actual não é suficientemente dissuasor".
Quem maltrata animais não pode continuar a sair impune ou com penas simbólicas. É preciso leis mais duras e fiscalização a sério para pôr fim a esta barbárie". Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República
A proposta do CHEGA inclui também "o reforço da fiscalização, a formação das entidades competentes e a revisão da legislação, de forma a garantir melhores condições de vida aos animais de companhia".
Francisco Gomes alerta ainda para situações de emergência, como incêndios ou cheias, em que animais acorrentados ficam sem possibilidade de fuga, aumentando drasticamente o risco de morte.
"Deixar um animal acorrentado é condená-lo a uma vida de sofrimento e, em muitos casos, a uma morte evitável. Isto tem de acabar", concluiu.