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A Guerra Mundo

Kiev confirma regresso de 2.100 de crianças da Rússia, 150 este ano

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As autoridades ucranianas confirmaram hoje o regresso de cerca de 2.100 menores de idade que tinham sido levados à força para a Rússia durante a guerra iniciada em fevereiro de 2022, 150 dos quais já este ano.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, invocou o relatório da organização "Bring Kids Back" (Trazer Crianças de Volta), que continha aqueles dados de crianças reunidas com as respetivas famílias.

O promotores da iniciativa Oleksandr Bevz e Maksim Maksimov indicaram que existe uma comissão especial vinculada ao ministério da Justiça para analisar e verificar informações sobre o sequestro de menores ucranianos no contexto da guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia em 2022.

Ambos os representantes da 'Trazer Crianças de Volta' sublinharam que as Nações Unidas, através da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre a Ucrânia, classificou a deportação e o deslocamento forçado de crianças ucranianas como crime contra a humanidade.

O mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente russo, Vladimir Putin, refere-se, entre outras coisas, a supostos crimes de guerra cometidos na Ucrânia pela deportação forçada de crianças ucranianas de áreas conquistadas durante a invasão do país vizinho.