Hezbollah diz ter atacado norte de Israel em resposta às "flagrantes violações" da trégua
O movimento libanês pró-iraniano Hezbollah disse que atacou hoje o norte de Israel como retaliação às violações "flagrantes" do cessar-fogo por aquele país, a primeira reivindicação do género desde a sua entrada em vigor na sexta-feira.
Num comunicado, o Hezbollah indica que os seus combatentes dispararam roquetes e atacaram com drones um local militar israelita "como represália às flagrantes" violações do cessar-fogo, invocando nomeadamente "os ataques contra civis e a destruição de casas e aldeias".
Segundo o exército israelita, as sirenes soaram em duas localidades do norte de Israel depois de um drone lançado a partir do Líbano ter sido intercetado antes de entrar no território de Israel.
Israel também anunciou hoje que o Hezbollah tinha "lançado vários roquetes" em direção a militares estacionados no sul do Líbano e que o exército tinha atacado o lançador em resposta.
A agência de notícias oficial libanesa ANI reportou, por sua vez, disparos de artilharia israelita em vários setores do sul do país.
A mesma agência acrescentou que o exército israelita continuava a destruir com explosivos casas e infraestruturas em várias aldeias próximas da fronteira.
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, disse no domingo que o exército utilizaria "toda a sua força" no Líbano em caso de ameaça.
O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra regional, desencadeada em 28 de fevereiro pelo ataque americano e israelita ao Irão, lançando ataques sobre Israel a 02 de março.
Desde então, Israel tomou o controlo de uma faixa do território libanês com cerca de dez quilómetros de profundidade ao longo da fronteira israelita e libanesa.
A campanha de ataques israelitas já fez mais de 2.400 mortos e um milhão de deslocados no Líbano, segundo as autoridades libanesas.
Um cessar-fogo entrou em vigor na sexta-feira.
Do lado israelita, a guerra com o Hezbollah causou três mortos na população civil, aos quais se somam 15 militares, que morreram em ataques no sul do Líbano, desde o início de março.