Costa espera que Washington e Teerão cheguem a acordo no próximo encontro
O presidente do Conselho Europeu afirmou hoje esperar que os Estados Unidos e o Irão cheguem a acordo para acabar a guerra e abrir o estreito de Ormuz na próxima ronda de negociações.
Numa publicação nas redes sociais, António Costa disse ter falado com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, a quem manifestou "sincera gratidão" pelos "esforços incansáveis" de Islamabad na mediação das negociações entre os Estados Unidos e o Irão.
António Costa referiu que "o mundo está a acompanhar com grande expectativa o próximo encontro entre os Estados Unidos e o Irão, que deverá realizar-se em Islamabad o mais brevemente possível".
"Esperamos que seja alcançado um acordo para pôr fim ao conflito e levar à reabertura total do estreito de Ormuz", afirmou o presidente do Conselho Europeu, acrescentando que a UE apoia "todos os esforços em curso para alcançar a paz no Médio Oriente".
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse já que uma delegação dos Estados Unidos, liderada pelo vice-presidente, JD Vance, está a caminho do Paquistão para uma nova ronda de conversações, possivelmente na terça-feira, para a qual ainda não foi confirmada a presença do Irão.
A viagem de Vance ao Paquistão destina-se a possibilitar uma segunda ronda de contactos, que se segue às longas conversações de há dez dias, quando a reunião com a delegação iraniana durou mais de 21 horas.
Neste momento, a incerteza rodeia o encontro no Paquistão, embora, segundo apontaram outros meios de comunicação social norte-americanos, como a estação Fox News, Donald Trump tem expressado otimismo sobre a possibilidade de um acordo ser alcançado neste segundo encontro.
Os contactos diretos de alto nível entre Washington e Teerão ocorridos há dez dias em Islamabad foram classificados como os mais significativos desde a Revolução Islâmica de 1979.
Esta potencial segunda ronda vai decorrer ainda durante a vigência de um acordo de cessar-fogo de duas semanas, que termina na quarta-feira (22 de abril).
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, justificado pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do programa nuclear, que Teerão afirmou destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.