Netanyahu volta a adiar presença em tribunal em caso de corrupção
O Tribunal Distrital de Jerusalém aprovou ontem a solicitação do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para cancelar a sua presença, prevista para segunda-feira, no âmbito do processo que enfrenta por corrupção, noticiaram media israelitas.
A decisão implica uma nova suspensão (algo praticamente rotineiro) do testemunho programado para segunda-feira, depois de o governante alegar a existência de restrições relacionadas com a sua agenda e a situação de segurança, informaram o Ynet e o Canal 12.
O Ministério Público tinha-se oposto à petição do chefe do Executivo israelita, ao questionar os motivos expostos para o adiamento da sua declaração, argumentando que não pode invocar razões de segurança no contexto de cessar-fogo em vigor com o Irão e o Líbano.
Netanyahu solicitou formalmente no passado dia 30 de novembro um indulto ao Presidente israelita, neste processo, no qual obteve repetidamente o apoio do seu parceiro Donald Trump.
O Presidente norte-americano chegou mesmo a repreender publicamente Herzog, que ainda não tomou uma decisão, para que opte por amnistiar o primeiro-ministro.
Antes da guerra com o Irão, o primeiro-ministro israelita chegou a comparecer no tribunal três vezes por semana neste caso, que desde o início, em 2024, tem procurado adiar sucessivamente, alegando ter reuniões diplomáticas de alto nível e outros compromissos.
Netanyahu tem três processos abertos, por fraude e abuso de confiança e sobre alegados favores do primeiro-ministro -- quando era ministro da Comunicação -- ao empresário Shaul Elovich, que controlava a empresa de telecomunicações Bezeq e o site de internet Walla News, em troca de uma cobertura mediática favorável. Este é considerado o caso mais grave.