Netanyahu e Magyar acreditam na continuidade da estreita relação da era Orbán
Israel e as futuras novas autoridades da Hungria sublinharam hoje a vontade em manter uma estreita relação, tal como existia na era de Viktor Orbán, derrotado nas eleições legislativas húngaras de domingo após 16 anos no poder.
Num comunicado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, indicou ter falado hoje ao telefone, "num tom cordial", com o futuro homólogo húngaro, Péter Magyar, que serviu para um primeiro contacto, tendo ambos sublinhado o interesse em aprofundar os laços entre os respetivos países.
Netanyahu destacou que Magyar manifestou o desejo de que a Hungria e Israel continuem a estreitar relações, indicando ter sido convidado pelo futuro primeiro-ministro húngaro a participar nas celebrações do 70.º aniversário da Revolução Húngara, que assinala a queda de um governo alinhado com a então União Soviética. Um convite que o primeiro-ministro israelita disse ter aceitado.
Por sua vez, Netanyahu propôs a Magyar a realização de uma reunião intergovernamental em Jerusalém e manifestou a vontade de manter, nesta nova fase, a relação cordial que estabeleceu com a Hungria durante a era de Viktor Orbán.
O partido conservador Tisza (Respeito e Liberdade), de Magyar, impôs-se nas eleições legislativas de domingo com mais de 52% dos votos sobre o Fidesz, de Viktor Orbán, pondo fim a 16 anos de governação, durante os quais atuou como parceiro do Governo israelita.
Na segunda-feira, Netanyahu já felicitou Magyar pela sua vitória, não sem antes agradecer ao seu "caro amigo" Orbán por se ter mantido "firme" ao lado de Israel "perante a injusta difamação internacional".
Em abril de 2025, Orbán recebeu Netanyahu em Budapeste, desafiando o mandado de detenção emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro israelita por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, alegadamente cometidos na Faixa de Gaza.