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Congresso do PSD-M Madeira

Cunha e Silva ameaça ruptura política e admite partido regional

Presidente da Mesa do Congresso critica “arrogância” e “centralismo”

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O presidente reeleito da Mesa do Congresso do PSD Madeira, João Cunha e Silva, deixou fortes críticas na intervenção final da sessão de encerramento, admitindo até a possibilidade de evolução para uma organização política autónoma caso falte respeito institucional por parte da estrutura nacional.

No discurso, o dirigente afirmou não ter esperado “a arrogância e o atrevimento” que disse ter sido demonstrado durante o congresso, considerando “desrespeitoso” o discurso anteriormente proferido e criticando a pressão exercida sobre deputados eleitos pela Madeira.

“Não podemos admitir, não vamos aceitar, não voltaremos a conviver com amarras”, afirmou, defendendo abertura ao diálogo, mas rejeitando “desconsiderações públicas” e “sobranceria centralista”.

João Cunha e Silva foi mais longe ao admitir cenários futuros: caso persista a falta de respeito, “será tempo de pensarmos se o nosso futuro em organização política colectiva não deverá evoluir”, incluindo a possibilidade de uma maior autonomia partidária e negociação de apoios com o PSD “sempre que o entendermos”.

Defendeu ainda que a autonomia deve ser acompanhada por diálogo e reforço de competências, mas com garantias financeiras adequadas, alertando contra situações em que o Estado transfere responsabilidades sem compensação.

“A autonomia trouxe-nos até aqui”, afirmou, sublinhando que o processo deve continuar com “sentido de responsabilidade e determinação”.

Na parte final, deixou um aviso político: “Esta bandeira, a da autonomia, não serve para ser usada quando dá jeito”.