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Extrema-direita agrava crise da habitação nos países que dirige

Foto  Pierre Faure/Fundação da Habitação (antiga Fundação Abbé Pierre)
Foto Pierre Faure/Fundação da Habitação (antiga Fundação Abbé Pierre)

Os governos de extrema-direita na Europa acentuaram a crise da habitação nos respetivos países, em particular para as populações mais vulneráveis, acusou quinta-feira a Fundação para a Habitação.

"A extrema-direita provoca um recuo das políticas sociais e não encontra soluções para a crise da habitação", segundo um relatório da associação apresentado hoje.

A sua constatação apoia-se em dados relativos aos Estados europeus dirigidos nos últimos anos pela extrema-direita, como Itália, Hungria e República Checa, ou que têm a extrema-direita no governo, como Finlândia e Eslovénia.

"Apesar de alguns partidos terem invocado expressamente a crise da habitação como argumento de campanha, nenhum deles se comprometeu com políticas voluntaristas para a habitação", constatou a Fundação.

Enquanto os preços da habitação aumentaram "60% na União Europeia desde 2015", os governos de extrema-direita desenvolveram uma abordagem fundada na "preferência nacional" e um "discurso de estigmatização", sublinhou-se no documento.

Na Hungria, de Viktor Orban, agora derrotado nas eleições legislativas, o texto mencionou mesmo uma tendência para criminalizar a pobreza e os sem-abrigo.

"A habitação é uma questão existencial. Se não se tiver um teto, não se tem emprego nem acesso ao sistema de saúde", apontou Benedetta Scuderi, eurodeputada italiana de Os Verdes, que acusou a extrema-dirita de "proteger os interesses de um punhado de pessoas ao mesmo tempo que coloca em risco as vidas vulneráveis".

Em Itália, o governo de Giorgia Meloni cortou mais de dois mil milhões de euros nos programas de renovação urbano, recordou-se no documento.

"Os anos de 2026 e 2027 anunciam-se decisivos, com v+arrias eleições relevantes", observou-se no relatório.

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