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Venezuela expande operações petrolíferas da norte-americana Chevron

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O Governo da Venezuela assinou um acordo com a Chevron que visa expandir as operações da petrolífera norte-americana para aumentar a produção de crude no país sul-americano. 

O acordo, assinado na segunda-feira numa cerimónia no palácio presidencial em Caracas, aumenta para 49% a participação da Chevron na empresa mista Petroindependencia e também concedeu direitos para atividades primárias no bloco Ayacucho 8, como parte da Petropiar, empresa conjunta entre a petrolífera norte-americana e a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), explicou no evento Javier La Rosa, representante da Chevron. 

O campo petrolífero Ayacucho 8 situa-se na Faixa Petrolífera do Orinoco, o maior jazigo de petróleo extrapesado do mundo. 

A Chevron, por sua vez, aceitou renunciar às suas participações em dois campos de gás na costa, um em Macuira e outro em Loran, e a outro campo de petróleo, o Petroindependiente, no lago de Maracaibo, conforme detalhou a Chevron num comunicado. 

O acordo surge poucas semanas após a aprovação da reforma do setor de hidrocarbonetos, que abriu o setor ao investimento privado e estrangeiro. 

Na assinatura de um acordo com a Chevron participou o subsecretário norte-americano de Hidrocarbonetos e Energia Geotérmica, Kyle Haustveit, que se encontra de visita à Venezuela para dar continuidade à agenda energética estabelecida por ambos os países, segundo referiu a embaixada norte-americana em Caracas. 

"Continuamos a avançar com o plano de três fases do Presidente Donald Trump e a trabalhar para a transformação económica da Venezuela", acrescentou a embaixada, referindo-se à estratégia da Casa Branca para o país sul-americano, que inclui as fases de estabilização, recuperação e transição. 

No evento, transmitido pelo canal estatal Venezolana de Televisión (VTV), o representante da Chevron agradeceu a "grande colaboração" entre os governos venezuelano e norte-americano e o apoio que a empresa recebeu para "manter e expandir" as suas operações nas três empresas mistas nas quais gere "a maior produção do país". 

Javier La Rosa considerou ainda que a implementação da reforma dos hidrocarbonetos permitirá acelerar o desenvolvimento dos ativos da Chevron e também a produção de petróleo no país sul-americano. 

Por seu lado, a presidente interina, Delcy Rodríguez, afirmou que o acordo é assinado após "dias de negociações" e destacou-o como um exemplo de perseverança, compromisso e "de que existem, de facto, vias legais, com o novo quadro normativo, para que os investimentos" estejam seguros na Venezuela e tenham "um futuro próspero". 

Rodriguez, que assumiu o cargo após a captura de Nicolás Maduro em janeiro em Caracas, por forças norte-americanas, afirmou esperar que o acordo permita "avanços importantes em matéria de produção" e garantiu que as receitas irão "diretamente" para um "benefício partilhado" entre ambos os países. 

"Aproveito sempre para insistir que devemos avançar para uma Venezuela sem sanções, digo-o sempre à embaixadora (norte-americana, Laura Dogu), ao Governo, porque é também uma forma de proporcionar segurança jurídica e institucional aos investidores que vêm para a Venezuela, para que se compreenda que não se trata de um investimento passageiro ou momentâneo, mas sim de uma aposta no futuro", acrescentou.