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Guerra no Irão Mundo

Primeira ronda de negociações entre Irão e EUA termina com sinais de optimismo

FOTO PAKISTAN FOREIGN MINISTRY/EPA
FOTO PAKISTAN FOREIGN MINISTRY/EPA

O Irão e os Estados Unidos concluíram hoje a primeira ronda de negociações, que decorreu em Islamabad, com sinais de otimismo e com a troca dos primeiros documentos para um acordo.

Segundo a agência EFE, que cita uma fonte diplomática iraniana, "ambos os lados estão otimistas quanto ao resultado das conversas", acrescentando que, depois da conclusão da primeira ronda, os dois lados estão agora a trocar os primeiros documentos.

A emissora estatal iraniana, citando uma fonte estatal próxima de Teerão, disse que poderia avançar ainda hoje ou no domingo à noite uma nova ronda negocial das conversações trilaterais entre Estados Unidos, Irão e Paquistão.

"Os especialistas de ambos os lados estão a trocar textos" para que seja possível chegar a um acordo de cessar-fogo que vá além das duas semanas definidas na quarta-feira, disse à televisão estatal do Irão uma fonte próxima das negociações.

As duas delegações, do lado dos Estados Unidos liderada pelo vice-presidente, JD Vance, e do Irão pelo líder do parlamento, Mohammed Bagher Qalibaf, discutem como fazer avançar o cessar-fogo, já ameaçado por desentendimentos e pelos ataques continuados de Israel no Líbano.

Além de JD Vance, a delegação norte-americana é constituída pelos enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do Presidente norte-americano, Donald Trump.

A delegação do Irão, liderada pelo presidente do parlamento, Mohammed Bagher Qalibaf, aterrou na sexta-feira à tarde em Islamabad, segundo noticiaram então os media iranianos.

O controlo do estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra lançada em 28 de fevereiro por Estados e Israel contra o Irão, está no centro das negociações de paz, em Islamabad, no fim de semana, entre as delegações norte-americana e iraniana.

O Irão e os Estados Unidos tinham afirmado que o estreito de Ormuz seria desbloqueado depois de terem anunciado na terça-feira à noite um cessar-fogo de duas semanas, mas desde então apenas um pequeno número de navios conseguiu utilizar esta via marítima estratégica colocada sob ameaça militar por Teerão.