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Madeira

JPP diz que encontrou população da Seara Velha com "medo e incerteza" após derrocada

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Foto JPP

A população de Seara Velha, no Curral das Freiras, continua a viver numa situação de angústia quase duas semanas após a derrocada registada a 27 de Março. A conclusão é do grupo parlamentar do JPP, que visitou o local para ouvir os moradores e avaliar a situação no terreno.

Apesar de já ter havido uma reunião promovida pela Junta de Freguesia e pela Câmara Municipal, na qual os habitantes foram informados sobre o acompanhamento técnico do LREC e a monitorização da escarpa, o partido diz, em comunicado, ter encontrado uma comunidade ainda sem respostas suficientes sobre o risco real que enfrentam, as medidas a adoptar e os prazos de intervenção.

Durante a visita, os moradores mostraram aos parlamentares vários pontos onde continuam a surgir e a aumentar fendas e rachas nas estruturas, agravando a preocupação de quem vive na zona.

O deputado à Assembleia Legislativa da Madeira e vereador na Câmara Municipal de Câmara de Lobos, Miguel Ganança, porta-voz do partido, sublinhou a importância de estar presente no terreno: "Uma coisa é ouvir falar à distância. Outra é estar no local, próximo das populações, falar com as pessoas, olhar para a encosta e perceber a angústia com que estas famílias vivem. O que sentimos ali foi medo, incerteza e uma legítima falta de confiança de quem continua sem respostas claras".

Para o JPP, as autoridades têm o dever de ser transparentes e ágeis na resposta. "Não basta dizer que se está a acompanhar. As pessoas precisam de saber qual é o risco real, o que vai ser feito, quem assume a responsabilidade e em que prazo. Numa situação destas, o dever das entidades públicas é informar com clareza, agir com rapidez e dar garantias à população", afirmou Miguel Ganança.

O partido defende que a monitorização da encosta deve ser feita com meios permanentes e adequados, com resultados comunicados semanalmente à população ou diariamente em momentos mais críticos. Exige ainda articulação permanente entre o IPMA e o LREC para que a vigilância seja ajustada em tempo útil perante a evolução das condições meteorológicas.

O JPP promete acompanhar o caso tanto na ALM como na autarquia de Câmara de Lobos, exigindo avaliações técnicas e medidas concretas a curto, médio e longo prazo. "A segurança das pessoas tem de estar em primeiro lugar. Quando estão em causa vidas, casas, património e a estabilidade de um território, não pode haver hesitações nem desvalorização do problema. A população da Seara Velha precisa de respostas claras, de acção consequente e de instituições à altura da gravidade da situação", concluiu o deputado.