O treino que alia motivação, saúde e convívio
O personal trainer, João Martinho, explica como as aulas de grupo podem aumentar a consistência no treino, melhorar a saúde física e mental e chegar a todas as faixas etárias e níveis de preparação física
Aliar o exercício físico ao convívio parece ser a receita perfeita para a consistência quando falamos de plano de treino e, por isso, as aulas de grupo têm sido das vertentes mais procuradas nos ginásios, levando a uma atenção redobrada quando abrem as marcações, para garantir uma vaga no dia seguinte.
Para o personal trainer, João Martinho, estas sessões destacam-se pela componente estruturada e pela motivação que criam entre os participantes.
“As aulas de grupo são sessões planeadas por um instrutor, em que várias pessoas treinam em simultâneo, sempre com objectivos específicos”, apontou, tendo explicado ainda que existem diferentes modalidades, tendo deixado alguns exemplos na entrevista presente no canal do DIÁRIO, no YouTube.
O personal trainer sublinhou que a escolha da aula deve ter em conta não apenas os objetivos individuais, mas também a preparação física e possíveis limitações, explicando que “se não respeitarmos o nosso histórico, o risco de lesão aumenta e pode levar ao abandono da prática”.
De acordo com João Martinho, existem aulas para todas as faixas etárias, tendo lembrado, no entanto, que as sessões de coordenação, equilíbrio e mobilidade se tornam particularmente importantes com o avançar da idade, porque “treinar estas capacidades ajuda nas tarefas do dia a dia, como caminhar ou apanhar um autocarro, reduzindo o risco de queda”.
A procura por aulas de grupo tem aumentado nos últimos anos, fenómeno que associa à maior divulgação de informação sobre exercício físico e à crescente consciencialização da população para hábitos de vida saudáveis. Além disso, treinar acompanhado acaba por reforçar a motivação, já que “há muitas pessoas que não gostam de treinar sozinhas e acabam por não faltar, porque criam um compromisso com o grupo”.
Outro factor que importa salientar é a consistência. Como as aulas têm horários fixos e acompanhamento permanente de um instrutor, “as pessoas sentem uma obrigação saudável em comparecer”, beneficiando ainda da correcção técnica e postural durante o treino.
“O facto de serem mais motivadoras pode gerar essa percepção, mas muitas aulas são bastante exigentes a nível cardiovascular e muscular”, respondeu o personal trainer quando questionado sobre se esta é uma forma mais leve de treinar, tendo adiantado que “depende da intensidade e da carga definida pelo instrutor”.
Entre os principais benefícios apontados estão o aumento da força e resistência muscular, a redução do stress e da ansiedade e o aumento da autoestima. A componente social surge igualmente como um elemento relevante, já que “treinar em grupo é mais motivador, porque todas as pessoas trabalham para atingir um objectivo comum”.
Além da vertente preventiva, as aulas podem ajudar a reduzir o risco de lesões, de acordo com João Martinho, ao melhorar a estabilidade, a força e o controlo corporal, podendo também ser adaptadas em contextos de recuperação de lesões já existentes, respeitando sempre as limitações individuais.
O mais importante é dar o primeiro passo, experimentar diferentes aulas e respeitar o próprio ritmo. Não é preciso acompanhar quem está ao lado, porque os resultados acabam por aparecer naturalmente. João Martinho
Na entrevista, o personal trainer deixou três exemplos de exercícios que podem facilmente ser reproduzidos em casa.