Reaberto aeroporto de Telavive
Após mais de uma semana de guerra com o Irão, saíram hoje os primeiros voos comerciais do aeroporto de Ben Gurión, nos arredores de Telavive, centro de Israel, reaberto de forma parcial.
A informação foi confirmada à EFE por uma porta-voz da Autoridade de Aeroportos nacional.
As companhias aéreas que estão a operar a saída de voos comerciais são as israelitas El Al, Israir e Arkia.
Segundo o jornal The Times of Israel, hoje as autoridades de aviação israelitas aprovaram um aumento do contingente de passageiros permitido nos voos de saída de 70 a 100 - em função da companhia aérea e do tamanho do avião -- e também lhes será permitido faturar bagagem.
Além disso, os cidadãos israelitas que queiram sair nestes voos devem assinar previamente um formulário declarando que não regressarão ao país num prazo de pelo menos 30 dias a contar da data da partida.
O aeródromo de Telavive foi reaberto na quinta-feira depois de ter sido encerrado no dia 28 de fevereiro com o início da guerra com o Irão, para receber voos de repatriamento de israelitas retidos no estrangeiro.
Até ao momento, cerca de 1.250 israelitas foram repatriados para Israel, segundo fontes da Autoridade de Aeroportos.
Estima-se que cerca de 100.000 israelitas se encontravam fora do país quando, juntamente com os Estados Unidos, Israel lançou um ataque ao Irão, que, por sua vez, respondeu atacando Israel e outros países do Golfo, assim como Chipre.
Ao nono dia de guerra, continuam os ataques por parte do Irão com mísseis balísticos e também da milícia libanesa Hezbollah, através de projéteis ou drones contra Israel, enquanto o Exército israelita, com o apoio dos Estados Unidos, está a lançar bombardeamentos intensos no Irão e no Líbano.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.