Agrupamentos que concorrem à 3.ª fase do novo hospital pedem mais tempo para apresentar propostas
Júri do procedimento analisa pedidos. "Muito dificilmente" as propostas serão apresentadas este mês de Março, assume Pedro Rodrigues
O secretário regional de Equipamentos e Infraestruturas, Pedro Rodrigues, revelou que os cinco agrupamentos de empresas que concorrem à terceira fase da construção do novo Hospital Central e Universitário da Madeira solicitaram mais tempo para a entrega das propostas.
Segundo explicou o governante, o pedido de prorrogação do prazo está relacionado com a complexidade técnica e financeira da obra, mas também com factores externos, nomeadamente o novo conflito no Médio Oriente, que tem vindo a provocar instabilidade nos mercados e dificuldades no fornecimento de materiais.
Pedro Rodrigues adiantou que o pedido apresentado pelos concorrentes está actualmente a ser analisado pelo Governo Regional. No entanto, admitiu que “muito dificilmente a entrega de propostas será neste mês de Março”.
Actualmente, a segunda fase do projecto está praticamente concluída, mas o arranque da terceira fase não está ainda certo em termos de timing. “Neste momento a segunda fase está praticamente concluída, com cerca de 90% da obra executada, e queremos iniciar, ainda no Verão, a terceira e última fase do hospital”, acrescentou.
Apesar destes percalços, Pedro Rodrigues sublinhou que o Governo Regional considera que o valor definido é adequado para a dimensão da obra. “Não nos passa pela cabeça neste momento que o concurso fique deserto. O preço foi devidamente ponderado, muito discutido entre os serviços da Secretaria e a equipa projectista da obra, e penso que é um preço confortável para a apresentação de propostas”, concluiu.