"Colocação de obstáculos ao subsídio de mobilidade condiciona o desenvolvimento do Porto Santo"
O JPP apresentou, hoje, um voto de protesto contra “discriminação dos porto-santenses” na mobilidade aérea.
"A mobilidade aérea é um factor de coesão territorial e o subsídio social de mobilidade a aplicação desse princípio o constitucional", afirmou o deputado Carlos Silva, evidenciando que "a colocação de obstáculos à sua execução condiciona severamente o desenvolvimento económico, social, cultural e familiar dos cidadãos porto-santenses".
Em causa está a recém-criada plataforma do subsídio social de mobilidade, que até então não integrava a companhia aérea Binter Canárias, que opera no Porto Santo, "o que impede os cidadãos porto-santenses de beneficiar do apoio estatal nas condições previstas para os cidadãos da Região nas viagens para Lisboa, Porto e Faro", expôs Carlos Silva.
O parlamente disse ainda ter tido indicação de que o Governo já terá resolvido a situação., mas não poupa críticas. "Mais um exemplo de um Governo que reage e não age", atirou.
Ainda bem que houve pressão por parte dos cidadãos na defesa dos direitos do Porto Santo. As viagens do Porto Santo para Lisboa, Porto e Faro implicam obrigatoriamente uma ligação aérea adicional, o que aumenta o tempo de viagem e, sobretudo, o custo final para os passageiros. É inexplicável que, no âmbito do subsídio social de mobilidade, os custos sejam muitas vezes superiores aos verificados noutras ligações, o que penaliza quem vive no Porto Santo Carlos Silva
O deputado do JPP ressalvou ainda que, apesar da resolução, "faz todo o sentido, porque há muitas situações a resolver na mobilidade aérea".