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Madeira

PCP defende criação de programa regional de combate à desigualdade

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O PCP defende a criação de um programa regional especificamente destinado ao combate à desigualdade e à diferença de remuneração com base no género. O partido aponta, através de comunicado, que a realidade de desigualdade salarial em função do género assume uma expressão preocupante e exige uma intervenção consequente, também na Madeira.

O partido assume que existiram alguns  avanços registados nos últimos anos, mas aponta que a realidade continua a demonstrar que persistem profundas desigualdades entre mulheres e homens no mundo do trabalho. "Em inúmeros sectores profissionais comprova-se que as mulheres ganham, em média, menos do que os homens por trabalho igual ou de valor igual. Persistem também dificuldades no acesso a determinadas profissões ou categorias profissionais e situações em que as mulheres trabalham mais horas, entre outros casos em que a discriminação não é direta, mas surge escondida ou disfarçada", indica.

A diferença salarial entre mulheres e homens em Portugal continua a ser significativa. O PCP avança que os dados mais recentes apontam para uma disparidade de 13,2% no salário base e de cerca de 16% nos ganhos totais do trabalho. "Esta diferença corresponde, na prática, a uma perda de cerca de 51 dias de trabalho remunerado por ano para as mulheres. Em média, uma trabalhadora recebe menos cerca de 2.820 euros por ano do que um trabalhador", explica.

"Actualmente, as mulheres são claramente maioritárias entre os trabalhadores com ensino superior, representando 60,6% do total, enquanto os homens representam apenas 39,4%. Apesar disso, o ganho médio mensal dos homens continua a ser superior ao das mulheres em Portugal", lamenta.

O PCP considera que esta realidade não é uma inevitabilidade, pois os principais problemas que impedem a plena igualdade estão identificados. "É agora necessário avançar com soluções e opções políticas que permitam caminhar para um cenário em que a igualdade de direitos entre mulheres e homens no mundo do trabalho seja uma realidade concreta e não apenas uma intenção inscrita na lei, particularmente no que diz respeito aos salários", termina.