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Guerra no Irão Mundo

Guarda Revolucionária ameaça colapso de infra-estruturas militares e económicas no Médio Oriente

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A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão ameaçou hoje que o conflito provocado pelos Estados Unidos "terminará com o colapso de todas as infraestruturas militares e económicas da região".

"A continuação das intrigas e enganos dos americanos na região terminará com o colapso de todas as infraestruturas militares e económicas da região", afirmou o corpo militar de elite num comunicado divulgado pela agência Tasnim.

O Irão respondeu à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra Teerão atacando o Estado judaico, alvos dos EUA em países como a Arábia Saudita e o Bahrein, bem como instalações energéticas na região.

Os Guardas Revolucionários também se gabaram de terem provocado "a fuga" de militares norte-americanos no Qatar e no Bahrein.

"O maior exército, o mais caro e mais convencido do mundo está a fugir da região", alegaram.

O quinto dia da guerra começou com novos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra vários pontos em Teerão, nas cidades de Shiraz (sul) e de Isfahan (centro).

Na terça-feira, Israel atacou três aeródromos no Irão, incluindo o Aeroporto Internacional de Mehrabad, que, apesar do nome, é usado para voos domésticos.

O número de mortos em solo iraniano subiu hoje para 1.045 pessoas, indicou a agência pública Fundação dos Mártires e os Assuntos dos Veteranos.

Os números continuam provisórios devido às restrições de acesso, à quase total interrupção da internet e às dificuldades na verificação independente no terreno.

Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão lançou ataques de retaliação contra Israel e bases norte-americanas e outras infraestruturas também a outros países da região como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Chipre (membro da União Europeia) e Turquia (membro da NATO).

Teerão confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989.

Segundo as autoridades iranianas, os ataques israelitas e norte-americanos já fizeram mais de mil mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.