Israel anuncia lançamento de "ampla vaga" de novos ataques
O Exército israelita anunciou hoje à noite que lançou uma nova "ampla vaga" de ataques contra o Irão, depois de a República Islâmica ter lançado três grandes bombardeamentos com mísseis em território israelita nas últimas horas.
Os militares especificaram que estes últimos ataques tiveram como alvo, entre outras coisas, "locais de lançamento, sistemas de defesa aérea e outras infraestruturas" no Irão.
Também hoje à noite, Israel disse ter desativado cerca de 300 lançadores de mísseis iranianos desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, nos seus ataques ao Irão, realizados em conjunto com os Estados Unidos, num total de 1600 incursões aéreas.
O exército israelita realizou 1.600 incursões aéreas e 4.000 bombas nos quatro dias de ofensiva ao Irão, mais do que as que lançou na chamada guerra dos doze dias de junho de 2025, informou também hoje o porta-voz militar, o tenente-coronel Nadav Shoshani, numa conferência de imprensa internacional.
Shoshani acrescentou que as forças armadas israelitas além de destruírem 300 plataformas de lançamento de mísseis no Irão, realizaram centenas de ataques no Irão e no Líbano.
"Atacámos simultaneamente centenas de objetivos e ativos estratégicos pertencentes ao eixo iraniano", adiantou aquele porta-voz.
Referindo-se também ao ataque de Israel, hoje, ao edifício da Assembleia de Peritos iraniana que deve escolher o sucessor do líder supremo Ali Jameneí, na cidade de Qom, onde nesse momento não estavam reunidos os 88 clérigos responsáveis pela votação.
"A assembleia ia escolher um líder para o Irão, o que é crucial para a sua capacidade de dirigir a sua maquinaria de guerra contra nós e levar a cabo as suas operações de forma coordenada. E queremos garantir que o Irão se mantenha desorganizado", afirmou a este propósito Shoshani.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.