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Madeira

CHEGA pede investigação sobre gestão das vacinas da covid-19

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O grupo parlamentar do CHEGA na Assembleia da República anunciou que vai solicitar ao parlamento nacional a abertura de uma investigação profunda sobre a gestão das vacinas contra a covid-19 em Portugal.

A iniciativa surge na sequência de informações tornadas públicas pelo jornal ‘O Sol’, baseadas em contratos celebrados entre a Direcção-Geral da Saúde e sete multinacionais da indústria farmacêutica, que, segundo o partido, "levantam dúvidas sobre a transparência e sobre os riscos associados às vacinas administradas à população". 

Se o Estado escondeu informação relevante aos portugueses, estamos perante um dos casos mais graves de fraude e manipulação da saúde pública em democracia. Isto não pode ficar sem resposta".  Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República

Segundo o deputado do CHEGA, Francisco Gomes, "as revelações apontam para a possibilidade de terem sido ocultados riscos para a saúde pública, o que, a confirmar-se, configura uma situação de extrema gravidade e exige apuramento rigoroso de responsabilidades". 

O parlamentar defende que "é essencial esclarecer todas as circunstâncias em que foram celebrados os contratos e quais as informações efectivamente disponibilizadas aos cidadãos durante o processo de vacinação". 

E prossegue: "Os portugueses têm o direito de saber se lhes disseram toda a verdade ou se foram levados a tomar decisões com base em informação incompleta ou manipulada. Isto é algo muito sério e nós vamos investigar, doa a quem doer". 

O CHEGA afirma estar "determinado a apurar se existiu fraude e se o Estado actuou de forma deliberada para condicionar ou influenciar a decisão dos cidadãos relativamente à vacinação". Para o partido, "a confiança nas instituições públicas depende da transparência e da responsabilização política".

E concluiu: "Vamos até ao fim para saber se houve mentira, se houve encobrimento e quem são os responsáveis. Ninguém pode brincar com a saúde dos portugueses nem esconder a verdade para impor decisões".