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Nova vaga de protestos anti-Trump nos EUA este sábado

Saiba que mais é notícia hoje no Mundo e no País

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Foto EPA

Mais de três mil ações estão convocadas para hoje nos Estados Unidos no âmbito de uma nova jornada de protesto contra a administração liderada pelo Presidente republicano Donald Trump.

Sob o mote "No Kings" ("Sem Tiranos!", numa tradução livre em português), a jornada de protesto convocada por coletivos de ativistas como o Indivisible ou o 50501 (cujo nome representa '50 Protests, 50 States, One Movement') espera reunir milhares de pessoas em várias cidades norte-americanas, como Nova Iorque, Filadélfia, Washington, Chicago, Denver, Seattle, São Francisco e Los Angeles.

O movimento também conta ter expressão fora dos Estados Unidos e estão previstos protestos em Portugal (no Porto), Espanha, Suíça, Reino Unido, Itália, Suécia, entre outros países.

"O Presidente pensa que o seu poder é absoluto. Mas na América não temos reis e não vamos recuar perante o caos, a corrupção e a crueldade", afirmam os organizadores do protesto na sua página na Internet, que anteveem que esta jornada poderá ser o maior dia de contestação política interna da história dos Estados Unidos.

A jornada de protesto acontece num momento em que os Estados Unidos estão envolvidos num conflito com o Irão, com repercussões em toda a região do Médio Oriente e nos preços do petróleo, cujo aumento tem impacto no custo de vida dos norte-americanos.

Este protesto à escala nacional -- o terceiro a acontecer sob o lema "No Kings" -- ocorre em plena contagem decrescente para as eleições intercalares de novembro, que irão decidir a maioria no Congresso norte-americano e, consequentemente, o rumo do segundo mandato de Trump na Casa Branca.

Hoje, também é notícia:

DESPORTO

Portugal defronta hoje o México, num particular de preparação para o Mundial2026 de futebol que marca a reabertura do mítico Estádio Azteca e em que a seleção nacional apresenta algumas baixas, mas também estreias e regressos.

A equipa das 'quinas' chega à Cidade do México com ausências de 'peso', como Cristiano Ronaldo e Bernardo Silva, capitão e sub-capitão da seleção, respetivamente, e também Diogo Costa, 'dono' da baliza nacional, e Rúben Dias, o 'patrão' da defesa da formação de Roberto Martínez.

A dois meses e meio do Mundial2026, Roberto Martínez chamou Mateus Fernandes, médio do West Ham estreante em convocatórias da seleção principal, e fez regressar nomes como Ricardo Horta, Gonçalo Guedes, Samu Costa e Tomás Araújo, dando a última oportunidade para agarrarem um lugar na lista final de maio.

Já depois da primeira convocatória, o técnico espanhol foi obrigado a mudanças, com as lesões primeiro de Rodrigo Mora e Rafael Leão, e depois de Diogo Costa, fechando o lote em 26 jogadores com o guarda-redes Ricardo Velho e o avançado Paulinho.

No Mundial2026, que vai decorrer de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México, Portugal está integrado no Grupo K, juntamente com o Uzbequistão, a Colômbia e um adversário ainda a definir, que vai sair do play-off intercontinental entre República Democrática do Congo e Jamaica.

CULTURA

Uma exposição de fotografias de Fernando Lemos, do início da década de 1950, vai estar patente em Évora, a partir de hoje, para assinalar o centenário do nascimento deste artista que também fez parte do Surrealismo português.

A mostra, intitulada "Fernando Lemos: Luz do Olhar", tem inauguração agendada para as 17:00, no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, onde vai poder ser visitada até 08 de novembro.

Promovida pela Fundação Eugénio de Almeida, em parceria com a Fundação Cupertino de Miranda, sediada em Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, a iniciativa reúne um conjunto de fotografias de Fernando Lemos (1926-2019), realizadas entre 1949 e 1952.

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A escritora Ana Margarida de Carvalho recebe hoje o Prémio Literário Fundação Inês de Castro, numa cerimónia, em Coimbra, dos galardões que também distinguiram Rentes de Carvalho com o prémio de Tributo Consagração.

Ana Margarida de Carvalho venceu a 19.ª edição do prémio com o livro "A chuva que lança a areia do Saara", lançado em 2025.

O júri foi composto por José Carlos Seabra Pereira, que presidiu, Isabel Pires de Lima, Isabel Lucas, Mário Cláudio e António Carlos Cortez.

INTERNACIONAL

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão está em curso há um mês e as perspetivas de um desfecho rápido parecem longe de serem concretizadas, contrariando as declarações feitas pelo Presidente norte-americano, que antevia um conflito de semanas.

Um mês depois, o conflito ameaça a estabilidade regional e a economia global, com o bloqueio imposto pelo Irão do estratégico Estreito de Ormuz, por onde circulavam antes da guerra 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, entre outras matérias-primas, fazendo disparar os preços à escala global.

Entre avanços táticos, recuos estratégicos, declarações contraditórias e uma elevada imprevisibilidade, os recentes episódios deste conflito passam pela apresentação de Washington de um plano de paz de 15 pontos, a resposta de Teerão com cinco exigências - que inclui o reconhecimento internacional da autoridade do Irão no Estreito de Ormuz -- e a decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de prolongar a suspensão de ataques a infraestruturas energéticas iranianas até 06 de abril.

Os números relativos às vítimas, nomeadamente no Irão, não têm sido atualizados oficialmente nos últimos dias, mas a organização não-governamental HRANA, com sede nos Estados Unidos, situa o número total de mortos em pelo menos 3.329, entre os quais 1.492 civis.

Do lado israelita, as fontes oficiais dão conta de 18 civis mortos, enquanto as forças norte-americanas confirmaram a morte de sete militares no Golfo e seis no Iraque, após a queda de um avião-tanque.

LUSOFONIA, ÁFRICA E COMUNIDADES

Os mais de 500 membros do Comité Central do histórico PAIGC da Guiné-Bissau foram convocados para discutir hoje o futuro do partido numa reunião que poderá ser presencial ou online.

A convocatória indica como local da reunião, por volta das 11:00, um hotel de Bissau, mas a possibilidade do recurso aos meios digitais também está em cima da mesa, dado o "histórico de impedimentos e perturbações por parte das autoridades do regime" guineense às iniciativas do partido.

A marcação da data do XI Congresso para a escolha da liderança será um dos temas da reunião do principal órgão do PAIGC entre congressos, que ocorre num momento em que a sede do partido foi encerrada pelos militares que tomaram o poder na Guiné-Bissau no golpe de Estado de 26 de novembro de 2025.

O XI Congresso do PAIGC estava previsto para novembro e a antecipação do mesmo resulta da convocação de novas eleições gerais no país para 06 de dezembro, por decisão dos militares no poder.

POLÍTICA

O segundo dia do 25.º Congresso Nacional do PS será dominado pela apresentação da moção global de estratégia do líder reeleito, José Luís Carneiro, e pelo fim do prazo para a entrega das listas aos órgãos nacionais.

O trabalhos em Viseu começam às 10:30, já depois de terem encerrado as votações eletrónicas para a Mesa do Congresso, Comissão de Verificação de Poderes, Comissão de Honra e presidente do partido, cargo ao qual se recandidata Carlos César conforme o próprio confirmou à Lusa.

No primeiro dia da reunião magna socialista, José Luís Carneiro exigiu à AD que se decida e esclareça se quer "convergências moderadas" com o PS ou acordos com o Chega, um discurso que levou Miguel Costa Matos, subscritor de uma moção setorial com críticas à liderança, a considerar que o líder do PS "parece ter despertado" para a necessidade de o partido ter uma nova estratégia na relação com o Governo.

SOCIEDADE

Mais de 100 municípios portugueses aderem hoje à "Hora do Planeta", apagando ou diminuindo a iluminação de edifícios públicos durante uma hora, um "apagão" pela natureza, nacional, mas também mundial.

A "Hora do Planeta", que consiste em desligar simbolicamente as luzes durante uma hora (20:30-21:30), acontece anualmente no último sábado de março e é hoje a maior mobilização do mundo relacionada com a perda acelerada da natureza e com a necessidade de redução de emissões de gases com efeito de estufa (GEE).

A iniciativa é uma criação da organização ambientalista internacional (WWF).

Na noite 31 de março de 2007 em Sidney, na Austrália, 2,2 milhões de pessoas e mais de duas mil empresas apagaram as luzes durante uma hora, um gesto simbólico que hoje envolve milhões de pessoas, empresas, instituições e governos de todos os continentes.

A efeméride é assinalada em mais de 190 países e territórios e une 90% da população, assinalando um compromisso coletivo de proteção da natureza e de combate às alterações climáticas.

Em Portugal, quando se assinalam 20 anos da "Hora do Planeta", mais de uma centena de municípios vai aderir ao "apagão", indicam as contas da organização nacional, a WWF Portugal.